domingo, 7 de setembro de 2014

Dicas David Horowitz

A ARTE DA GUERRA POLÍTICA DE DAVID HOROWITZ


DICAS; 


Se vc entrar na guerra achando que o inimigo já perdeu vc esta morto.

Vc não pode hostilizar pessoas que podem lhe colocar em posição de poder político.

Horowitz Divide 6 pontos 

1 - No debate vence quem consegue se comunicar de forma rápida simples e acessível 

2 - Politica é guerra de posição ! Se posicione rapidamente como amigo do seu público.

"Se você está se explicando você está perdendo"  devolva o golpe !

3 - Na  guerra política o combativo, o que tem desejo de vencer  ganha! , Quem  escolhe o terreno a se combater tem vantagem política. 

4 -  Quem porta esperança vence ! quem porta o medo perde.

5 -  As armas políticas são os símbolos que evocam medo e esperança.

"Tudo se resume como você vai atingir seu público final"

- Se não amarrar suas propostas políticas que não beneficiem as pessoas mais simples nunca irá ganhar na política 


Considerações práticas : 

O rótulo prega e destrói  - Rotina da rotulagem feito pelas esquerdas

Se explicar que não se enquadra no rótulo já perdeu a luta política .

Senso comum tende para a moderação e a esquerda usa a tática de rotular a direita de fascista , ultra ou extrema direita .

As pessoas não vão se importar com o que você tenha a dizer a não ser que elas acreditem que você se preocupe com elas. 

A arte da política  é persuadir as pessoas que você não conhece e nunca vai conhecer a não ser por símbolos e frases de efeito que você se preocupa de fato com elas.

Trabalhar a plataforma política de forma que você se aproxime de verdade das pessoas , que mostre que é um deles, que se importa , que esta fazendo ou já era.

Transpor as idéias políticas de forma que beneficie as pessoas. A política é a forma mais alta da caridade e no debate político também o candidato deve estar munido de intenções da caridade.


"Preparar o terreno para que o que você vá dizer seja realmente aceito"

Trabalhar com símbolos e retirar os ruídos, estática e hostilidade da comunicação deixados pela esquerda.






sexta-feira, 5 de setembro de 2014

PALAVRAS AO REACIONÁRIO



                                




A direita sempre terá divergências com a própria direita pelo simples fatos de não sermos uma seita como os marxistas que buscam pensar sempre de forma única  e lobotomizada. Imbecis sempre pensarão de forma igual. Por isto a direita crer na profunda e soberana liberdade de expressão. Não acreditando portanto em um planejamento estatal ou na engenharia social que nos leva ao caminha da servidão. A direita não enxerga social e sim indivíduos, pessoas e famílias.

Para se compreender profundamente que ser de direita é estar certo e que se posicionar com satã a  esquerda de Deus Pai é estar errado. Se faz necessário compreender as bases da civilização ocidental que são a ética e moral cristã, a filosofia Grega e o direito Romano.

É necessário a compreensão da importância de não dialogar com pontos estabelecidos pela esquerda. Pois todo ponto defendido pela ideologia marxista e congêneres tendem a destruir os pilares da pátria e da civilização ocidental ao qual ela está inserida.

Estes três pilares fundamentam a vida ocidental. Nelas estão constituídas o direito de propriedade, as garantias e direitos fundamentais do indivíduo. Como a  liberdade em constituir posses, o direito de defender sua vida, o direito de crer e de opinião .

A única forma da direita vencer é união da própria direita com o fim de abater a maldita corja em seus ideais espúrios e totalitários. Jamais aceitar idéias ou comportamentos esquerdistas.

A luta contra revolucionária se dar em três pontos nas tendências que são modus comportamentais do sujeito, nas idéias malditas que buscam justificar as suas tendências maliciosas de comportamento e luta contra os fatos que seriam já a política e as realizações destrutivas da esquerda.

O marxismo cultural impõe um modo de agir e de se comportar. O indivíduo promíscuo em relação a seus relacionamentos e a sua própria saúde tende a querer justificar seu modo de vida com idéias. Dai surge a ideologia marxista ou gramsciniana para justificar seus desvios comportamentais. O próximo passo será servir como um idiota útil a causa de gananciosos corruptos da esquerda.

O contra revolucionário de direita pois compreende revolução como o processo de tomada do poder marxista. O indivíduo que reaciona contra a revolução, portanto, o contra revolucionário deve sempre estar se corrigindo e vigiando a inclinação ao pecado pois o exemplo maior é o que se dá pela sua atitude.

Educação e boas maneiras nunca é pouco para o contra revolucionário. Sempre devemos estar combatendo o esquerdista que está dentro de nossos hábitos. Este mal se manifesta na preguiça, na inveja, no orgulho e em toda tendência auto destrutiva de nossa integridade física e espiritual

O ativismo da direita poderá ser organizado pela formação de células que por ordem geométrica irão se multiplicando a partir de matrizes que geram novas células que serão futuras matrizes e assim indefinidamente até destruir o marxismo cultural e seu conseqüente intervencionismo estatal de forma permanente em seus fundamentos totalitários.

A liberdade é o bem mais precioso do homem ocidental e foi através dela que se constituiu as principais civilizações tecnológicas e científicas com o amor de Cristo e  consequente maiores índices de desenvolvimento humano em todo o mundo.

Se mantenha firme.

Força e honra sempre !

Selva !

TRECHOS E FRAGMENTOS DO POLITICAMENTE INCORRETO DA ESQUERDA E SOCIALISMO







TRECHOS E FRAGMENTOS 


“Os socialistas que sobreviveram à derrocada do socialismo, com o naufrágio de todos os regimes que o adotaram, não perderam o rebolado. Explicam que o socialismo é, por assim dizer, tudo aquilo que ainda não foi devidamente testado. Em outras palavras: com exceção da vida real, o socialismo é tudo.”

“O mais impressionante não é o proverbial fracasso do socialismo como experiência, mas o seu renitente sucesso como poesia para incautos e propaganda enganosa. A publicação deste livro no Brasil é mais uma chance — quantas outras haverá? — para a opinião pública despertar de longa letargia populista"


“Usar o aparato do Estado para forçar a caridade oferece a satisfação prazerosa do exercício da virtude — sem qualquer um de seus custos.” E a praga esquerdista do planejamento central (ou o delírio da sociedade adestrada por uma burocracia iluminada) está também na origem da crise da União Europeia. Dizem que por lá o pior já passou, mas o autor aponta dirigismo e falta de soberania nas soluções em curso: “Não estejam tão seguros de que a Europa tenha encontrado uma saída do caminho da servidão.”

“Se a impostura socialista continuar governando boa parte dos bem-intencionados no planeta, pelo menos este livro divertirá os que já entenderam o golpe. Margaret Thatcher dizia que o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros. O economista Ludwig von Mises, um dos expoentes do liberalismo, completou: “O socialismo não é apenas um parasita econômico da prosperidade capitalista, mas também um parasita intelectual do capitalismo.” Foi erigido como crítica ao sistema de valores do capital e do trabalho, mas fincou seus postulados numa espessa ignorância sobre as leis da economia”

“Williamson aponta a verdade suja desenterrada por Gorbachev: a essência do socialismo não era a igualdade, mas o controle.”

“Você sabia?

• Os próprios socialistas e comunistas reconhecem que o socialismo não é algo separado do comunismo
• É a aversão aos riscos, e não o fervor revolucionário, a força motriz do socialismo
O controle estatal é mais importante para os socialistas do que o igualitarismo”

“O setor privado busca o lucro, enquanto o governo busca o bem-estar do povo”, disse o ministro da alimentação venezuelano, Félix Osorio, à National Geographic News, durante uma visita ao Pinto Salinas Mega Mercal. “O mercado livre não dá as cartas — é a regulamentação que o faz.”
“Assim, períodos esporádicos de escassez de gêneros alimentícios básicos se tornaram rotineiros para muitos habitantes do país.”

“Quando a escassez de alimentos na Venezuela se tornou crítica no ano passado, por exemplo, Helen Mercado e Luis Boada visitaram um mercado após o outro à procura de leite para seu filho de três anos. Em muitas ocasiões o jovem casal teve que se contentar com iogurte líquido, encontrado mais facilmente por não ser regulado.”
National Geographic, julho de 2008”

“Socialismo significa, entre outras coisas, usar órgãos políticos para fornecer bens e serviços que de outra forma seriam oferecidos de maneira privada no mercado. Em sua forma mais extrema, socialismo significa que o governo dirige a economia como um todo. Em suas expressões mais brandas, assume a forma de indústrias nacionalizadas”

“A verdade é autoevidente
“Um governo não pode controlar a economia sem controlar as pessoas. E os pais fundadores dos Estados Unidos sabiam que, quando um governo decide fazer isso, é necessário o uso de força e coerção para atingir seu objetivo.”
Ronald Reagan, discurso “Tempo de Escolhas”, 1964”

“Socialismo significa planejamento centralizado. Um programa de vales-alimentação é bem-estar social; fazendas e supermercados administrados pelo governo constituem socialismo. Subsídios para moradia oferecidos pelo governo são parte do bem-estar social; projetos de habitação administrados pelo governo fazem parte do socialismo. Vouchers escolares são bem-estar social; um sistema escolar administrado pelo governo é socialismo.”

“O planejamento centralizado socialista sempre funciona melhor para a classe de onde saem os planejadores, que podem se assegurar de que seus interesses pessoais sejam relativamente bem-servidos. É por esse motivo que o socialismo estadunidense é um fenômeno da classe média, e não da classe operária. Trata-se também, ao contrário da versão hollywoodiana da política americana, de um fenômeno corporativo; os Grandes Negócios são amigos de confiança dos regimes de planejamento centralizado, já que essas empresas acreditam, acertadamente, que poderão usar o aparato do planejamento para seus próprios interesses. Isso acontece, por exemplo, ao aplicar pesadas cargas reguladoras para evitar que novos competidores entrem em suas áreas de mercado.”


“Além da aversão ao risco, outra grande fonte de sustentação ideológica do socialismo, raramente mencionada em público, é também psicológica: usar o aparato do Estado para forçar a caridade oferece a satisfação prazerosa do exercício da virtude — sem qualquer um de seus custos. É por isso que os socialistas tanto se gabam de seu comprometimento com os pobres — um comprometimento teórico cujos frutos práticos dificilmente são vistos nos regimes socialistas com experiências documentadas pelo mundo. É também esse o motivo por que os socialistas combinam o socialismo ao Estado de bem-estar social e simples impulsos beneficentes”

“...] O socialista finge ter vislumbrado o paraíso na Terra. Aqueles que recusam o convite para abraçar tal visão não são apenas ingratos: são também traidores à causa da perfeição humana. A dissidência não é uma simples divergência de opiniões, mas sim traição. E tal traição não é confrontada com argumentos, mas (se as circunstâncias permitirem) com a guilhotina, com o campo de concentração, com o expurgo.[8]”

“O que Gorbachev deixou claro — e o que muitos críticos do socialismo teimam em não entender — é que, do ponto de vista dos socialistas, o necessário não é uma política econômica igualitária, mas sim um controle por parte do governo. Tal controle não precisa ser aplicado em âmbito nacional ou imposto por uma ditadura de partido único, como a chinesa ou a soviética. A direção estatal pode ser feita em diversos níveis e assumir muitas formas, como as nacionalizações venezuelanas, os cartéis de Franklin Delano Roosevelt e o regime de controle de salários e preços de Richard Nixon. Por anos, os socialistas americanos vêm buscando usar o sistema Medicare/Medicaid para impor um controle sobre os preços praticados por indústrias farmacêuticas e outros prestadores de serviços médicos — e a legislação de 2010, conhecida como ObamaCare, hoje prepara o solo para que logo tenham o poder para fazê-lo. Stalin defendia o “socialismo num só país”, enquanto os progressistas americanos defendem o socialismo numa só indústria — ou uma só indústria por vez.”

“O Estado não precisa de fato ter fábricas, minas ou centros de processamento de dados, uma vez que possui o poder de decretar, nos mínimos detalhes, como os negócios devem ser conduzidos em tais atividades. A regulamentação serve como uma procuração para a propriedade direta dos meios de produção por parte do Estado.

Mesmo em suas formas modernas mais dispersas, o planejamento centralizado socialista é facilmente identificado por meio de uma característica difícil de passar despercebida: o fracasso”
“Como defendeu F.A. Hayek, colega de Mises, em O caminho da servidão, os planejadores centrais, frustrados por sua incapacidade de moldar a economia às suas vontades, inevitavelmente são tentados a passar por cima dos direitos e dos interesses daqueles a quem deveriam servir”

“Você sabia?
• O socialismo, em sua teoria, é tão falho quanto o socialismo na prática
• As disfunções do socialismo brotam, em parte, da moralização sugerida por Marx
O capitalismo coloca mais fé nas pessoas comuns que o socialismo”

“O socialismo teórico é tão ruim quanto aquele aplicado na prática, desde o momento em que se compreende sua teoria e se deixa de confundi-lo com o impulso natural e humano de fazer caridade.”

“Em 1970, inúmeros países africanos abraçaram o marxismo como sua doutrina e proclamaram seu comprometimento com a missão de construir o socialismo. Seis deles — Angola, Moçambique, Madagascar, Congo, Benin e Etiópia — chegaram até a adotar o marxismo-leninismo como linha de ação e afirmaram sua lealdade aos traços gerais da experiência soviética na construção do socialismo. Nove outros — Argélia, Líbia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné, São Tomé e Príncipe, Zâmbia, Tanzânia e Seicheles — tornaram-se regimes socialistas autodeclarados, ainda que destacassem a centralidade de suas próprias condições nacionais na implementação real dos objetivos socialistas e evitassem qualquer identificação explícita com o leninismo. Todos, porém, elevaram o Estado à condição de órgão central das mudanças socioeconômicas."

“Os cubanos considerados culpados por esse sistema de justiça criminal — e raramente há dúvida quanto a isso — normalmente cumprem de dez a vinte anos de cadeia por crimes políticos. Mas a maioria dos criminosos cubanos não é política. Uma grande parcela dos criminosos comuns, estimados entre 180 mil e 200 mil, espalhados pelas quinhentas prisões de Cuba, é formada por pessoas que infringiram a lei ao matar seus próprios porcos, bois e cavalos e depois vender a carne excedente no mercado negro.”
Larry Solomon, National Post, maio de 2003”

“No cerne da diferença entre capitalismo e socialismo está uma questão sobre o cálculo do valor econômico. Numa economia de mercado livre, os valores econômicos são estabelecidos economicamente; isto é, um produto vale o preço pelo qual você pode vendê-lo no mercado. Os seguidores de Ayn Rand, que estão entre os mais ferrenhos defensores do capitalismo em todo o mundo, chamam a si próprios de “objetivistas”. Na verdade, porém, o capitalismo assume um subjetivismo radical no mercado. O valor econômico objetivo e real das coisas equivale ao modo como as pessoas as valorizam subjetivamente.”

“Embora o trabalho seja a medida real do valor de troca de todas as mercadorias, não é por ele que seu valor normalmente é estimado. Por vezes é difícil determinar a proporção entre duas quantidades diferentes de trabalho. O tempo gasto em dois tipos de atividade diferentes, por si só, não pode determinar tal proporção. Os diferentes níveis de dificuldade e habilidade também devem ser levados em consideração. Pode haver mais trabalho numa hora de uma atividade difícil do que em duas de outra mais simples; ou no emprego de uma hora em um ofício que leva dez anos para ser aprendido do que num mês de trabalho em um emprego simples e óbvio. Não é fácil, entretanto, encontrar uma medida precisa, seja para dificuldade ou habilidade. De fato, ao trocar as diferentes produções de diferentes tipos de trabalho uma pela outra, certa tolerância geralmente é concedida a ambas. O ajuste, no entanto, não é feito por uma medida precisa, mas por meio de barganhas no mercado, seguindo aquele tipo de equivalência aproximada que, embora não exata, é suficiente para levar adiante o comércio da vida comum.[18]”

“Aqui começamos a entender o sabor moral verdadeiro do socialismo. Adam Smith, um liberal clássico, criou uma escola de economia que levava em consideração os erros, as fraquezas e as deficiências humanas. Esquivando-se de qualquer ideologia rígida, colocava fé em “barganhas no mercado” — o que significa fé nas pessoas — e mostrava-se satisfeito com um sistema que, apesar de suas imperfeições, é “suficiente para levar adiante o comércio da vida comum”.
Já o socialismo, por outro lado, tornou-se um credo de revolucionários, mantendo suas características radicais até os dias de hoje, quando o sonho de uma revolução socialista mundial é tão capenga e desbotado quanto uma camiseta suada com o rosto de Che Guevara. A ideia de dizer “Ei, vamos pegar uma AK-47 e resolver o problema” está sempre no ar. Não começou com Marx, mas ele a tornou ortodoxa, e seus escritos são repletos de ódio e moralismo puritano. Sua crítica ao liberalismo não é apenas econômica, mas também moral, com tons inflamados: “O capital é o trabalho morto, sobrevivendo, tal qual um vampiro, de sugar o trabalho vivo, e, quanto mais viver, mais trabalho sugará.”[19] No que diz respeito à filosofia, Marx escreveu “A questão não é simplesmente compreender o mundo, mas mudá-lo.”[20]

A questão de como estabelecemos preços e salários pode ser considerada, em certo nível, trivial, mas é a pedra fundamental do socialismo. Quando um planejador central socialista recebe poderes para ir ao mercado e começa a ditar regras — afirmando que o valor de “X” é diferente do que concordaram o produtor e o consumidor de “X”, e que o mundo deve se curvar àquele julgamento —, surge uma lista infindável de problemas políticos e questões. A primeira delas é a seguinte: se os preços não forem estabelecidos pelo mercado, quem os estabelecerá? E como nossos novos legisladores poderiam estimá-los?”

“Você sabia?
• O socialismo é um parasita intelectual do capitalismo
• O planejamento racional, na amplitude que requer o socialismo, é impossível
“Preço socialista” é um paradoxo”


“Sob a óptica do socialismo, os preços são endógenos, um aspecto do próprio produto, refletindo a matéria-prima, os recursos, o tempo, o conhecimento e — acima de tudo — a mão de obra empregada em sua criação. No entanto, para Mises — e praticamente para todos os economistas modernos — os preços são exógenos, refletindo apenas o modo como as pessoas valorizam determinado produto. Isso pode parecer uma simplificação exagerada — um produto vale apenas o preço pelo qual se consegue vendê-lo —, mas na prática o subjetivismo radical de Mises oferece um modelo infinitamente mais rico e cheio de nuances de estipulação de preços — e, consequentemente, de ação humana”

“Provar que o cálculo econômico seria impossível numa comunidade socialista é também provar que o socialismo é impraticável. Tudo o que foi apresentado em favor do socialismo durante os últimos cem anos, em milhares de textos e discursos, todo o sangue derramado por seus defensores, não é suficiente para fazer com que o socialismo funcione. As massas podem desejá-lo ardentemente, guerras e revoluções incontáveis podem ser feitas em seu nome, mas ainda assim jamais será algo realizável. Toda e qualquer tentativa de colocá-lo em prática levará ao sindicalismo ou, tomando outro rumo, ao caos, que rapidamente dissolverá a sociedade, baseada na divisão de trabalho, em minúsculos grupos autárquicos.”

“Os pensadores socialistas interpretam mal o papel do preço. Este não é uma medida do esforço aplicado para obter determinado produto. Em vez disso, trata-se de uma espécie de interface epistemológica, que facilita a troca de informação sobre o que produzem os produtores e o que consomem os consumidores, o que querem produzir os produtores e o que querem consumir os consumidores.”

“O mais provável é que os planejadores centrais se recusem a atender às preferências dos cidadãos. Passarão a condenar sua opção por leite orgânico como uma extravagância burguesa. Nas economias socialistas mais robustas, os planejadores informam à população sobre suas preferências, e não o contrário. De qualquer forma, fique certo de três coisas:

1.
As reais preferências dos consumidores não serão saciadas.
2.
Recursos serão alocados de maneira ineficiente.
3.
Algo que não um planejamento econômico racional e sem interesses será a verdadeira força por trás das decisões dos planejadores centrais.”

“Nas economias socialistas mais ferrenhas do século XX, a produção e a distribuição de gêneros alimentícios se mostrou terrivelmente disfuncional. Por mais sanguinários que fossem tiranos como Stalin e Mao, um número muito maior de pessoas morreu desnecessariamente de fome sob o controle socialista da produção de alimentos. Na verdade, entre as estimadas cem milhões de mortes atribuídas ao socialismo em todo o mundo durante o século XX, a maior parte delas foi provocada pela fome. E o problema inescapável da ineficácia da produção e distribuição de alimentos em regimes socialistas ainda hoje se faz evidente nas vastas provisões de alimentos deixadas para apodrecer nos armazéns estatais venezuelanos enquanto os súditos de Hugo Chávez passam fome.”

“Não é por coincidência que, em todos os países socialistas, planejadores centrais e funcionários do governo gozam de um padrão de vida substancialmente maior do que o do pobre proletariado, em nome do qual, teoricamente, administram a economia. Isso se mostrou verdadeiro durante longos períodos de tempo, em diferentes países, com culturas e hábitos sociais bem diferentes. Não se trata de uma característica de algumas supostas más aplicações do socialismo, mas sim do próprio socialismo. A economia desastrosa de Cuba e a economia desastrosa da Coreia do Norte são expressões regionais de um único fenômeno.
Embora a maioria dos socialistas de hoje tente distanciar suas crenças e ideologias do marxismo — em grande parte devido aos horrores infligidos ao mundo por governos marxistas —, a convicção de que uma economia complexa possa ser planejada racionalmente é marxista por excelência”

“Nos dias de hoje, a abordagem “cibernética” de Kruschev caiu em descrédito — sendo relegada à lixeira da história —, mas a crença numa administração “científica” e “racional” dos sistemas econômicos incompreensivelmente complexos permanece uma ideia fixa no mundo da política. Outros modelos de base científica substituíram a cibernética soviética — biologia evolutiva, sistemas em rede, teoria da complexidade —, mas o conceito central continua fatal. A questão principal são as dimensões dessas tentativas de planejamento; o socialismo aplicado a setores do sistema de saúde, da agricultura e da educação americanos é bastante limitado, por isso seus efeitos são relativamente brandos. Regimes que utilizam um planejamento centralizado mais abrangente produzem fracassos mais abrangentes — e um retorno mais perversamente abrangente para os planejadores centrais.”

“Se o sapato tem o número certo, não foi produzido pelo socialismo
“Ao manter o preço dos bens de consumo relativamente baixos, os planejadores soviéticos criaram a ubíqua ‘fila de espera’. Em torno dessa instituição surgiu ‘uma elaborada subcultura, com seus próprios hábitos e regras’. O mais estranho foi observar nessa fila de espera a falta de bens dos quais a União Soviética era a maior produtora do mundo. No final dos anos 1980, a URSS produziu mais de três pares de sapatos para cada habitante, mas ainda assim as pessoas tinham de esperar para comprá-los. O problema foi que os calçados disponíveis não refletiam os gostos dos consumidores: os sapatos foram feitos para atender ao plano do governo, não para satisfazer a demanda do mercado.”
James Dorn, pesquisador do Instituto Cato, 1994”

“Obviamente, os planejadores centrais não estão dispostos a admitir que sua capacidade de agir racionalmente seja limitada. Quando o plano fracassa — como sempre acontece com o plano, haja vista que é baseado em informações erradas e inadequadas —, os planejadores invariavelmente tentam forçar que a sociedade se adapte a seu plano, em vez de reformulá-lo para que se adapte à sociedade. Na verdade, eles não podem reformular seus planos de acordo com as reais necessidades da sociedade, uma vez que não sabem quais são essas necessidades e não têm meios para identificá-las.

O exemplo do leite é relativamente simples e direto; imagine como seria mais complicado falar sobre o sistema de saúde. Sabendo que os planejadores têm acesso limitado a informações úteis, mas amplo acesso à força política bruta, Hayek previu que tentativas de programar um planejamento centralizado levariam a más administrações autoritárias como aquelas que caracterizaram os regimes socialistas de meados do século XX, argumento esse sobre o qual discorreu longamente em O caminho da servidão.”

“Livres para escolher
“Uma das maiores fontes de objeção à economia livre é exatamente porque dá às pessoas o que elas querem, em vez do que determinado grupo pensa que devem querer. Por trás da maior parte dos argumentos contra o mercado livre está uma falta de convicção na própria liberdade.”
Milton Friedman, Capitalism and Freedom (Capitalismo e liberdade), 1962”

“Um comissário entra num bar...
Um comissário agrícola soviético visita uma fazenda coletiva e exige saber como vem procedendo a colheita de batatas. “Maravilhosamente!”, responde o responsável pela fazenda. “Temos tantas batatas que se as empilharmos, alcançariam os pés de Deus!” O comissário fecha o rosto e vocifera: “Esta é a União Soviética! Não temos Deus!” No que o fazendeiro responde: “Tudo bem, também não temos batatas.”

“Uma geração depois de adotar o socialismo democrático, a Índia recorreria à autocracia, e a filha de Nehru com maiores dotes socialistas, Indira Gandhi, tomou posse como ditadora. Econômica e politicamente, o socialismo se tornaria um desastre para a república emergente — que levaria quase cinquenta anos para se recuperar.”

“A Índia, por sua vez, continuou sendo uma sociedade altamente estratificada. Em vez de se voltar para o comércio exterior, voltou-se para o interior, guiada pelas ideias românticas do socialismo e da autossuficiência. O resultado foi a pobreza. “Descobriu-se que a minúscula Hong Kong arrecadava mais com suas exportações do que toda a Índia”, escreveu o economista indiano Gurcharan Das. “A parcela da Índia no comércio mundial caiu de 2,2% em 1947 para 0,5% em 1990.”[36] Isso significa que, depois de 43 anos de independência e autogoverno, a Índia perdera 77% de sua parcela no comércio global."

“caminho da Índia rumo à servidão começou com a política espiritualizada de Gandhi, mas foi Nehru, inspirado pelo socialista britânico Harold Laski, quem construiu o Estado socialista sob o qual o país penaria por décadas. O tipo de socialismo implantado por Nehru era de vertente democrática, mas o estudante de socialismo não deveria se surpreender ao constatar que esse se identificava bastante com os dois maiores Estados socialistas não democráticos de sua época — a União Soviética e a China de Mao — e neles se espelhava para governar”

“O socialismo na Índia democrática lembrava muito o socialismo na URSS não democrática.”

“O problema, como teriam previsto Mises e Hayek, era o planejamento econômico central. Ainda que o socialismo indiano tenha sido politicamente diferente do socialismo extremo da União Soviética e da China de Mao, e embora sua arregimentação econômica tenha certamente sido menos radical e mais liberal, o aparato de implantação foi o mesmo: o plano governamental, o planejador governamental e a autoridade de planejamento governamental.”

“Na base de tudo isso estava uma hostilidade à competição, um sentimento que ainda hoje é ouvido nas vozes daqueles que se opõem ao comércio global e à abertura dos mercados. Segundo Das, Mahalanobis “presumiu que a competição fosse imoral”.[41] Mas a competição — diferentemente do planejamento centralizado — incentiva a produtividade, disponibilizando mais e melhores produtos a preços mais baixos. A competição necessita de inovação e investimento. A competição é o motivo pelo qual Hong Kong e Cingapura enriqueceram, enquanto a Índia cambaleou até 1997, quando abriu sua economia e começou sua notável transformação numa grande potência econômica mundial. A competição é a antítese do planejamento centralizado. É também a razão pela qual o iPhone em seu bolso é uma maravilha da engenharia e da economia, enquanto a escola pública na esquina é uma porcaria.”

“A educação pública procura transformar alunos em servos úteis ao Estado”


“O objetivo da educação pública é, e sempre foi, fazer dos integrantes do povo servidores melhores e mais produtivos do Estado — não é de admirar que os socialistas tenham abraçado a causa”

“Você gosta do ensino público? Então diga ‘Obrigado, socialismo”

“Apesar das alegações exageradas feitas por partidários da educação socialista, seus resultados nos Estados Unidos são semelhantes aos dos cartéis socialistas na Índia ou das fazendas coletivas da URSS: os recursos são mal-alocados ou desperdiçados, os supostos beneficiários dos programas são enganados e os interesses dos planejadores centrais são aqueles mantidos com maior eficiência. As escolas situadas em zonas de baixa renda são um pesadelo por todo o país. Os gastos com educação foram às alturas, enquanto os resultados educacionais estagnaram em muitos colégios e pioraram em outros tantos.”

“Alunos que receberam incentivos para frequentar colégios particulares apresentaram uma probabilidade significativamente maior de concluir o ensino médio e que os pais cujos filhos receberam bolsas estavam satisfeitos em poder optar por escolas boas e seguras. Essas recentes descobertas sobre o sistema de tíquetes escolares (vouchers) em Washington ressaltam o valor do programa e mostram como é errado negar essa oportunidade a futuros estudantes.[59]”

“Os interesses das crianças no sistema de educação socialista não estão sendo mais bem-atendidos do que os interesses dos milhões de indianos forçados a um estado de pobreza por seus governantes ou os interesses dos venezuelanos que passavam fome enquanto toneladas de alimentos apodreciam nos armazéns do governo socialista de Hugo Chávez.”

“Você sabia?
• Os planejadores são os maiores beneficiados com o socialismo
• A política de educação pública é formulada para beneficiar grupos de interesse específicos
Diferentemente do socialismo, o capitalismo atende aos interesses dos consumidores”

“Para terminar, posso gastar o dinheiro de alguém com outra pessoa. Caso faça isso, não me preocuparei com o valor nem com o que comprarei. É assim que funciona o governo. E significa cerca de 40% de nossa receita nacional.”
Milton Friedman, entrevista à Fox News, 2004”


“Dados os defeitos inerentes ao modelo socialista de fornecimento de bens e serviços, perguntamos: por que alguém escolheria o socialismo, em primeiro lugar? Há inúmeras respostas possíveis para essa questão: ressentimento de classe, inveja socioeconômica, aversão ao risco, desconfiança irracional dos empresários que buscam o lucro etc”

“Há uma tendência de que as mentalidades mudem quando os incentivos são alterados. O aumento dos impostos e dos benefícios públicos desestimulou o trabalho duro e encorajou o absentismo. Imigrantes e gerações mais jovens de suecos se viram diante de incentivos distorcidos e não desenvolveram a ética de trabalho estabelecida antes que os efeitos do Estado de bem-estar social começasse a corrompê-los. Quando outras pessoas fraudam o sistema e saem ilesas, você passa a ser considerado um otário por acordar de manhã cedo e trabalhar até tarde. Segundo pesquisas, hoje metade dos suecos acha aceitável faltar ao emprego por motivos que não de doença. Quase a metade pensa que é possível faltar quando alguém da família não se sente bem e um número praticamente igual acha que pode ficar em casa quando há muito a ser feito no serviço. Nossos antepassados trabalhavam mesmo quando estavam doentes. Hoje, faltamos por “motivos médicos” mesmo quando nos sentimos bem.[74”

“Não é nenhuma surpresa constatar que o modelo socialista sueco se encontra em problemas. Na verdade, parece cada vez mais provável que o socialismo acabará minando o ethos historicamente igualitário, confiante e trabalhador da nação — deixando aos suecos os altos impostos, as despesas e um setor público disfuncional familiar aos estudiosos do estado de bem-estar social europeu, privando-os, entretanto, de quaisquer benefícios que tal sistema lhes possa ter oferecido”

“Você sabia?
• O socialismo provocou diretamente milhões de mortes por desnutrição na Coreia do Norte
• A situação política norte-coreana é mais fruto do socialismo que dos caprichos de seus ditadores
Como outros tiranos socialistas, Kim Jong-il mistura política com biologia”

“É difícil acreditar que a história faz surgir monstros toda vez que um governo centralizado excepcionalmente poderoso é criado. Sinceramente, quais seriam as probabilidades de Kim Il Sung, a verdadeira definição política de um monstro, ter um filho igualmente monstruoso, se não ainda mais, para herdar seu império?”


“Uma ideologia política é o que transforma um estudante de artes amargurado em Hitler ou um ladrãozinho de bancos em Stalin.”

“Esse tipo de pensamento heroico e antropocêntrico é familiar aos estudiosos de Jean-Jacques Rousseau, que via o soberano (em seu caso, um soberano abstrato: o “estado de direito”) como uma espécie de receptáculo, por meio do qual a “vontade coletiva” é coletada e canalizada ao Estado, o caldeirão onde é fervida até virar política por meios obscuros. Ecos de Rousseau podem ser ouvidos ao longo da história do socialismo, e não é por coincidência que os defensores do antidemocrata Hugo Chávez o descrevem, num tom apologético, como um “democrata rousseauniano”, o que significa um não democrata.”

“Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o último estado de fome na Coreia do Norte, entre 1995 e 1997. Lee, que pediu para que seu verdadeiro nome não fosse divulgado, era uma funcionária num escritório estatal que registrava as mortes em sua cidade. É uma bela jovem de 29 anos, com cabelos encaracolados até os ombros e uma pele lisa e impecável, que não revela as dificuldades pelas quais passou e que encontra dificuldade para explicar. ‘Começamos a ver casos de canibalismo’, relembra, fazendo uma pausa. ‘Você provavelmente não entenderia.’ Ela segue adiante: ‘Quando se está morrendo de fome, você vai à loucura...’
‘Não posso condenar o canibalismo. Não que eu quisesse comer carne humana, mas sofríamos tanta fome... Vi uma mulher ser questionada por canibalismo. Ela disse que o gosto era bom.’
O recebimento de auxílio internacional por meio de alimentos gradual- mente interrompeu o estado de fome, deixando um número de mortos estimado entre trezentos mil e dois milhões.”
Washington Post, 2003”


“No entanto, quando o plano fracassa — e o plano sempre fracassa —, deve-se encontrar alguém para culpar. Ao longo do século XX, movimentos políticos que se entendiam por socialistas foram responsáveis pela morte de cerca de cem milhões de pessoas.[78] Na China, no Camboja e na URSS, a convicção na perfectibilidade da sociedade não levou a um paraíso terrestre, mas sim a um inferno, especialmente para os pobres desafortunados que foram classificados como “antiquados e reacionários” por regimes socialistas que implementavam o melhor pensamento “científico” que conseguiram elaborar para administrar as questões humanas.”

“A Coreia do Norte não foi o único Estado a usar a fome como arma de terrorismo em massa: o “Holodomor” de Stalin fez com que cerca de dez milhões de ucranianos morressem de desnutrição e muitos milhões perecessem sob os períodos de fome induzidos politicamente por Mao.”

“Quando os americanos olham para seus pais fundadores, normalmente ficam admirados pela sorte que tiveram ao fazer parte da criação da república um grupo de homens que incluía o austero aristocrata George Washington, o democrata Thomas Jefferson, o prático Alexander Hamilton, o cético Benjamin Franklin, o idealista Tom Paine e o restante dos iluminados de 1776. Eram todos grandes homens, não há dúvida — mas se a revolução tivesse tomado outro rumo, se tivesse seguido os passos da Revolução Francesa e descambado em terror, opressão e repressão, nossas opiniões sobre essas pessoas seria consideravelmente diferente.”

“A ideologia do planejamento central é um convite ao exercício do poder ditatorial e da repressão, como argumentou Hayek com tanta habilidade em O caminho da servidão.”

“Existe um termo técnico usado pela direita para os ex-socialistas que desviaram seus esforços políticos do planejamento econômico centralizado e os canalizaram no movimento ambientalista. São chamados de “melancias” — verdes por fora e vermelhos por dentro. Há certa verdade nessa percepção das coisas.
Do final da Guerra Fria até o advento da crise financeira de 2008, socialismo era, politicamente falando, um palavrão. O partido socialista britânico, que atende por Partido Trabalhista, expeliu a palavra de sua retórica. Ainda que partidas socialistas e um ou outro partido declaradamente comunista continuem a entrar e sair do poder em lugares como a França e a Índia, na maior parte do mundo os socialistas são obrigados a fingir, de certa forma, ser algo diferente do que realmente são. E foi no movimento ambientalista que encontraram um aliado conveniente — e um excelente método de camuflagem política.”

“Reconhecendo um padrão
Em 2009, a revista Time fez uma lista das dez cidades mais poluídas do mundo. Todas se encontravam em países socialistas ou ex-socialistas. Eis a lista:
• Linfen, China
• Tianying, China
• Sukinda, Índia
• Vapi, Índia
• La Oroya, Peru
• Dzerzhinsk, Rússia
• Norilsk, Rússia
• Chernobil, Ucrânia
• Sumgayit, Azerbaijão
• Kabwe, Zâmbia”

“A explosão da usina nuclear soviética de Chernobil em 1986 foi uma das piores catástrofes ambientais da história mundial. "

“A explosão da usina nuclear soviética de Chernobil em 1986 foi uma das piores catástrofes ambientais da história mundial. "

“os governos têm seus próprios incentivos econômicos para negligenciar ou abusar do meio ambiente — e, em muitos casos, os planejadores estatais tratam a natureza com muito mais descaso do que as iniciativas privadas.”

“Você sabia?
• A fonte do colapso econômico venezuelano é o socialismo, não a corrupção
• O ídolo de Hugo Chávez, Simón Bolívar, admirava a democracia americana
Tentativas oficiais de fixar os preços na Venezuela deram origem a uma inflação assombrosa”

“Apesar do auxílio de governos amigos, a economia venezuelana implodiu. A gasolina se tornou escassa, e logo diminuiu também o suprimento de gêneros alimentícios e outras necessidades básicas. A economia se contraiu em 23% durante o primeiro quadrimestre de 2003, e o desemprego ultrapassou os 20%. A situação ficou tão crítica que até comerciantes e lojistas, geralmente a classe de negociantes mais apolítica, entraram em greve contra Chávez — e logo no período natalino, adotando o lema “Um 2002 sem Natal e um 2003 sem Chávez”.
Os grevistas estavam determinados, mas Chávez contava com o exército, a polícia e os fiscais de impostos, utilizando estes últimos para combater a mídia — redes de televisão que criticavam Chávez logo se viram diante de altos valores de tributação retroativa. No final, a greve foi suprimida, e os principais líderes da Coordinadora Democrática — os presidentes da Fedecamaras e da Confederación de Trabajadores de Venezuela — foram presos.”


“Perceba que esses são atos relativamente triviais de desonestidade e adulteração de dados. Qualquer um pode mentir sobre estatísticas, e a maioria dos políticos o faz. Mas há certa profundidade no socialismo que falta aos outros tipos de sistema, mesmo naqueles altamente centralizados e autoritários. Uma vez que o socialismo conta com o mecanismo do Estado para fazer valer as ordens dos planejadores centrais, e tais ordens são vendidas como os esforços dos melhores e mais inteligentes para estabelecer uma ordem racional em nome da população — que não pode fazê-lo por si própria —, torna-se politicamente necessário que o Estado e seus líderes (em muitos Estados socialistas, O LÍDER) sejam fortemente identificados, de maneira quase religiosa, com o povo.”

“Da análise de Rousseau tiramos que a separação de poderes e o sistema de freios e contrapesos não são necessários, pois essas instituições apenas atrapalhariam a capacidade de um líder heroico em agir segundo a vontade geral. Rousseau, assim como Marx cem anos depois, também era contra os intermediários, ou o que hoje chamamos de “sociedade civil”, pois isso também entravaria a habilidade do líder de levar adiante a vontade geral, a qual supostamente conhece por intuição."

 “Seria exagero dizer que todas as instâncias do socialismo, no fim, são idênticas, mas quase sempre há certa familiaridade. E, em muitos casos, essa familiaridade assume a forma de uma repressão brutal, exatamente o que aconteceu na Venezuela, uma vez que se tornou claro que o plano não será cumprido — não agora, não num futuro próximo, não num futuro distante, nunca.”


“Socialismo: como transformar um gigante enérgico num anão
“A Venezuela pode ser uma produtora colossal de energia, com as maiores reservas convencionais de petróleo fora do Oriente Médio e um dos mais poderosos sistemas hidrelétricos do mundo, mas isso não a impediu de enfrentar sérios problemas de escassez de água e eletricidade, que parecem apenas estar piorando.
Nas últimas semanas, o presidente Hugo Chávez vem encarando os protestos da população relacionados à falta de energia que, após seis blecautes nacionais nos últimos dois anos, provocou o corte do fornecimento elétrico durante algumas horas por dia em áreas rurais e cidades industriais como Valencia e Ciudad Guyana. Agora, o racionamento de água foi introduzido aqui na capital.
A deterioração dos serviços é surpreendente para muitos nos Estados Unidos, especialmente porque o país se acostumara a um fornecimento barato e abundante de eletricidade e água nas décadas recentes. No entanto, mesmo com o boom do petróleo enriquecendo seu governo e o sr. Chávez assumindo maior controle das utilidades públicas e de outras indústrias nesta década, os serviços públicos parecem apenas ter decaído, colaborando para a frustração da população.”


“Chávez não pensou duas vezes em fazer de seu antigo ministro um exemplo. Em sua condição de ex-soldado, Chávez tem bastante familiaridade com a política das Forças Armadas venezuelanas, e desde cedo passou a expurgar seus críticos e inimigos das corporações e de cargos importantes do ministério da Defesa. Além disso, seu amigo Fidel Castro lhe emprestou uma equipe de operadores da contrainteligência cubana que monitoram a lealdade dos altos militares — um presentinho de um socialista para outro.”

“A resposta do regime de Chávez, até este instante, foi típica do planejamento central — exigir que os casos de sequestro sejam comunicados (a família das vítimas muitas vezes não se importava em fazê-lo, uma vez que a polícia, quando não estava diretamente envolvida nos crimes, era ineficaz) e, diante dessa informação, congelar as contas bancárias dos familiares — impedindo assim o pagamento do resgate. Obviamente, isso resultou na morte e na desfiguração das vítimas, cujas famílias não tinham recursos e não podiam contar com a polícia para resgatar seus entes queridos. Dessa maneira, a Venezuela sofre com o pior de ambos os mundos: uma polícia estatal que não consegue controlar o crime.”

“Há uma fotografia famosa das Coreias que demonstra, na maneira mais dramática possível, a diferença entre uma economia socialista e outra capitalista. Feita à noite, por satélite, ela mostra as estradas e cidades da Coreia do Sul tomadas de luz, que cessa de maneira ab-rupta ao chegar à fronteira, com a Coreia do Norte coberta pela escuridão, exceto por um brilho tênue nos recintos oficiais de Pyongyang.
A escuridão também está se abatendo sobre a Venezuela.”

 “Por que um país que produz grande parcela do petróleo mundial seria incapaz de abastecer suas próprias cidades e indústrias? Um dos motivos é que, nos últimos anos, a Venezuela resistiu à construção de usinas elétricas à base de petróleo, dando preferência às hidrelétricas, o que torna a geração de energia suscetível às mudanças climáticas. Chávez, obviamente, quer usar o petróleo do país o mínimo possível; tendo seus controles cambiais e outras regulamentações atrapalhado completamente os mercados de importação e exportação, além de a economia se encontrar em frangalhos devido à sua agenda socialista, o petróleo venezuelano vendido nos mercados internacionais representa a principal fonte de moeda forte — em sua maioria, dólares dos malditos ianques — de que precisa para sustentar suas próprias operações, pagar os salários e benefícios dos apparatchiks, financiar suas aventuras no estrangeiro (como o apoio aos terroristas das FARCs na Colômbia) e pagar a Fidel Castro pelo aluguel de seus espiões. Dessa maneira, os venezuelanos não apenas sentem falta daquilo que devem importar, mas também da única coisa que deveriam ter em abundância: energia.

A escuridão que recai sobre a Venezuela é a mesma que pode ser vista à noite na Coreia do Norte. Familiar e previsível. Nós a vimos tomar um país após o outro. E a vemos prestes a tomar o nosso.”

“Você sabia?
• Apesar de seu suposto internacionalismo, a maioria dos líderes socialistas é nacionalista
• O comércio livre internacional é incompatível com o socialismo
O socialismo provoca conflitos nacionalistas ao criar uma escassez de recursos naturais”

“A natureza internacional do capitalismo de mercado livre deixou ramificações fatais para o aspirante a planejador central. O que ele não consegue pôr em prática num só país (ou mesmo numa só indústria) é feito pelos mercados no âmbito de indústrias, nações, continentes — e até através do tempo. Ou seja, os mercados coordenam meios de produção complexos, englobando do capital físico ao capital financeiro e ao crédito, mão de obra, propriedade intelectual, capital organizacional e outros insumos sutis que tornam a vida material moderna possível — e o planejamento centralizado nacional inviável. Hugo Chávez pode tentar estabelecer o preço do arroz na Venezuela, mas, a partir do momento em que este cruza as fronteiras, seu regime não manda mais nada no assunto.”

“Aqui vale a pena reiterarmos uma questão levantada antes neste livro: o socialismo não trata primariamente da redistribuição de riquezas ou receitas dos ricos aos pobres. O socialismo diz respeito a políticos planejando a economia. A politização da economia, e não sua redistribuição, forma a base do socialismo. Por mais que seja algo economicamente complexo e moralmente carregado, a redistribuição constitui uma parte normal de quase todos os estados de bem-estar social modernos.”



“Lenin batizou sua abordagem de centralismo democrático — “o termo deliberadamente impróprio de Lenin para obediência cega”, como ressaltou o ex-secretário de estado Zbigniew Brzezinski.”


“Verde e vermelho
“Seu ‘novo socialismo’ não precisa tomar propriedades. Satisfaz-se em controlar a economia por meio de taxações, regulamentações e atitudes de nossos cidadãos ao estabelecer uma cultura pelas instituições de poder de nossa sociedade: a mídia, a educação e potentes interesses de negócios. Além disso, o ‘novo socialismo’ busca criar uma sabedoria convencional que tira o crédito de qualquer tipo de pensamento alternativo.”

“O foco liberal na ‘energia verde’ e em ‘empregos verdes’ são outros meios de tomar o poder, já que não há envolvimento do mercado livre, apenas a ‘energia verde’ controlada pelo governo e os ‘empregos verdes’ por ele criados. E programas de comércio de emissões do tipo cap and trade são propostos de modo a controlar nossa economia de maneira nunca vista anteriormente.”
Jim Gilmore, Human Events, 2009”


“Você sabia?
• Os socialistas internacionais acreditam que o presidente Obama está abrindo uma janela para o socialismo
• Para implantar o socialismo, os socialistas americanos trabalham com todo mundo, dos ambientalistas aos extremistas islâmicos
A esquerda não repudia a ideia de uma revolução socialista violenta”

“Esse é um modo elaborado de escrever que o socialismo é, por sua natureza, oportunista, e que, como filosofia política, provém sua própria base lógica para tal oportunismo. Se não se pode ter uma revolução mundial, pode-se ter revoluções nacionais na Rússia, na China e na Venezuela. Se não se pode ter uma revolução nacional, pode-se ter o socialismo aplicado pouco a pouco, à la Chávez. Se não se pode ter um verdadeiro programa socialista nacional, ainda é possível implantar fragmentos de socialismo em partes da economia política que Lenin teria identificado como “os elos mais frágeis”

“Se você está se perguntando como um comunista autodeclarado como Van Jones acabou na Casa Branca de Obama e por que tantas pessoas filiadas a organizações socialistas e comunistas conquistaram papéis de destaque (além de funções de bastidores) no governo Obama, isso deve jogar certa luz sobre a questão. Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos pelo movimento antiguerra, e este, no país, representa explícita e inquestionavelmente uma criatura do socialismo. Os comícios antiguerra de maior destaque foram promovidos pela International ANSWER, uma ramificação do stalinista Partido Mundial dos Trabalhadores. O comitê de direção da ANSWER é quase uma internacional socialista em miniatura”

“Vale ter em mente que os socialistas de hoje em dia, por trás de toda a retórica democrática, não repudiam a violência, seja na teoria ou na prática. Ao escrever para uma edição de 2010 da New Life Review, Slavoj Žižek, indiscutivelmente o intelectual de esquerda vivo de maior influência, clama pelo uso da violência — como já fizera em outras ocasiões — e perdoa — como já fizera em outras ocasiões — as atrocidades perpetradas pelos socialistas em nome do socialismo. No mesmo artigo, ele repudia de maneira explícita que se possa confiar em instituições democráticas como forma de fazer progredir a causa socialista. Žižek se refere a essas ideias gêmeas como a “desfetichização das instituições democráticas” e a “desfetichização da violência”.[151]”

“Utopias às pencas
“‘On ne saurait faire une omelette sans casser des ouefs’ [‘Não se pode fazer uma omelete sem quebrar os ovos.’]”
Com essas palavras, em 1790, Maximilien de Robespierre acolheu a terrível Revolução Francesa, que começara um ano antes. Com uma firme convicção de que o governo poderia ser utilizado para planejar a vida de outras pessoas, ele se tornaria o arquiteto do período mais sanguinário da revolução — o ‘Reino do Terror’ de 1793-4. Robespierre e sua guilhotina quebraram milhares de ‘ovos’ na vã tentativa de implantar sua ‘omelete’, ou seja, uma sociedade planejada centralmente, utópica.”

“Todos os experimentos coletivos do século XX foram proclamados pelos socialistas como a Terra Prometida. ‘Eu vi o futuro e ele funciona’, disse o intelectual Lincoln Steffens após uma visita à União Soviética de Stalin. Em 1984, na revista The New Yorker, John Kenneth Galbraith afirmou que a União Soviética vinha atingindo um grande progresso econômico em parte por utilizar o ‘potencial integral’ de sua força de trabalho, em contraste com o Ocidente capitalista e menos eficiente. Mas um estudo minucioso de 846 páginas publicado em 1997, O livro negro do comunismo, estimou que a ideologia comunista custou vinte milhões de vidas no ‘paraíso dos trabalhadores’. Milhões de outros morreram em lugares como China, Camboja e Coreia do Norte.”
Lawrence W. Reed, Where Are the Omelets? (Onde estão as omeletes?), 2005”

“Na verdade, há pontos fundamentais da agenda de Obama essenciais em todos os aspectos, menos no nome. Temos de entender, entretanto, que o que a esquerda americana tem em mente não são faixas vermelhas e comitês de trabalhadores. Trata-se de um socialismo que atua de cima para baixo, administrável, com tons da Ivy League;[154] um socialismo que vai adentrando as “forças governantes” da economia, setor por setor; tendo já controlado a educação e o trabalho por bastante tempo, seus olhos agora estão voltados para questões como o comércio, as finanças e a energia. Uma grande vitória concedida pelo governo Obama os encorajou: a socialização parcial do sistema de saúde americano.

Esta claramente é a maneira como Žižek vê as coisas. “Sou um leninista”, declarou ele numa entrevista de 2009 para a revista The New Statesman. “Lenin não tinha medo de sujar as mãos. Se puder obter poder, agarre-o. Faça o que for possível. É por isso que apoio Obama. Acho que sua batalha pelo sistema de saúde é extremamente importante, pois envolve o próprio núcleo da ideologia governante.”[155]”

“Resumir os gastos em determinado setor como uma parcela do PIB é um sintoma clássico de planejamento centralizado. Os defensores da socialização do sistema de saúde confundem a medida com aquilo a ser medido — confundem o mapa com o território. Por que deveria ser um problema o fato de os Estados Unidos gastarem 15% de seu PIB em assistência médica? Por que seria preferível gastar 14%? Ou 10%? E como pensam que quanto menos melhor, por que não 1%?
Esses números são tão significativos quanto o plano de Stalin de duplicar a colheita de trigo a cada cinco anos — eles nada nos dizem sobre as atividades em si, que são por demais complicadas para ser resumidas em medidas simplórias”

“Com o tempo, porém, regras e regulamentações que governarão nosso sistema de saúde terão mais o dedo dos políticos do que dos acadêmicos. É essa a natureza da besta.”

“Meus colegas de Cambridge não são a favor de uma medicina socializada. Mas temo que a fera regulatória que foram encarregados de domar é grande demais para eles, apesar de seus talentos. Daqui a dez anos, lembraremos esses dias como o início do fim da medicina com base no mercado dos Estados Unidos. E meus colegas apenas poderão olhar para trás, balançar a cabeça e dizer: “Não deveria ter acontecido dessa maneira.”[158]
Tradução: não era este o socialismo com o qual sonhamos!”


“Isso é surpreendente, diante de seu desempenho. Os principais planejadores tentam ignorar as realidades econômicas, mas os incentivos sempre seguirão as leis de oferta e demanda, tão imutáveis quanto a lei da gravidade”


“O estudo do professor Goodman nos oferece um valoroso histórico da evolução do sistema de saúde britânico. Ao escrevê-lo nos anos 1970, ele mal poderia prever o quanto descreveria o futuro dos Estados Unidos ao analisar o passado da Grã-Bretanha, o que de fato fez: o mandato individual, a aquisição das companhias de seguro, a comprovação de recursos e o racionamento, a preferência ao planejamento central em vez de sistemas descentralizados e a imposição do socialismo em meio a toda essa confusão.”


“Assim como o sistema americano de seguridade social/Medicare/Medicaid, o programa Lloyd George foi financiado por uma combinação de impostos deduzidos do salário dos trabalhadores, um segundo imposto deduzido dos empregadores e uma contribuição do governo paga com a receita geral dos impostos. Não é necessário um alto grau de sabedoria econômica para perceber que, no final, todos os três impostos são pagos por uma única parte: o próprio trabalhador.”

“Assim, a maioria dos economistas acredita que a carga desses impostos acaba recaindo sobre os próprios trabalhadores. Caso essas taxas não existissem, os salários seriam três centavos mais altos. Além disso, parte do fardo dos impostos gerais também caía, indubitavelmente, sobre os trabalhadores de baixa renda. Portanto, a contribuição do Estado saía em parte dos bolsos dos trabalhadores.”

“Redistribuindo riquezas — e direitos humanos
Um aspecto traiçoeiro da política de redistribuição de riquezas dos governos socialistas é que ela possibilita a repartição de direitos políticos. Uma vez que os direitos de propriedade são fundamentais para qualquer sociedade liberal, a interrupção desses direitos sólidos dá espaço à alteração de muitos outros direitos políticos. O plano de redistribuição de terra no Zimbábue sob o governo socialista de Robert Mugabe é um exemplo dramático. Outro caso é o da “reforma agrária” na Albânia pós-segunda Guerra Mundial, usada como pretexto para atacar a religião organizada, um setor que representava uma oposição considerável ao regime socialista. Conforme relataram Raymond Zickel e Walter R. Iwaskiw num projeto de pesquisa federal para a Biblioteca do Congresso, o objetivo era destruir a religião organizada na Albânia, confiscando e até queimando casas de adoração e outras propriedades religiosas”


“E tal embuste é familiar à população americana contemporânea. Embora o governo Obama tenha prometido aumentar os impostos apenas para os mais ricos, seus planos são de aumentar os impostos sobre os empregadores americanos, como se essas despesas não fossem repassadas para os próprios trabalhadores. Além disso, os impostos sobre os salários serão maiores para uma minoria dos lares americanos financiados pelo programa. Como disse o dr. Brewick, o homem de Obama nos Centros para Serviços do Medicare e Medicaid (CMS), “Precisamos — precisamos! — redistribuir as riquezas” por meio do programa nacional de assistência médica.”
“Entretanto, a proposta de Obama para a saúde, conforme articulada pelo próprio presidente e seus colegas de Congresso, não tinha nada de conspiração bolchevique. Tratava-se de uma trama à David Lloyd George, um programa como o socialismo de guerra de Wilson, uma repetição do nacional socialismo bismarckiano sem o uniforme extravagante, presilhas, epaulettes, bigode ou sotaque prussiano. Trata-se de socialismo num só setor, o conceito fatal sobre os melhores e mais inteligentes, um chavismo sem as camisas vermelhas e as vibrantes canções partidárias. Era e ainda é uma simples parada no caminho para a servidão.”

“O preço é metafisicamente correto
“A tentativa de reformular o mundo seguindo os preceitos socialistas pode destruir a civilização”, escreveu Ludwig von Mises. “Ela jamais construiria uma sociedade socialista bem-sucedida”

“O preço é, entre outras coisas, um retrato da relação entre o que os fabricantes vendem e o que os consumidores desejam. Ainda que intan- gível, é uma realidade, tão real quanto a força da gravidade, um arranha-céu ou um caso de câncer no pâncreas. Comparar os declínios simultâneos da New Coke e do socialismo soviético entre 1985 e 1991 não é um exercício de frivolidade.”

“Como destacou Hayek, o grande problema dos regimes de planejamento centralizado, como o da antiga União Soviética, é que não existem preços para facilitar a comunicação entre produtores e consumidores. Os relatos dos erros de produção na era soviética seriam cômicos se não tivessem cobrado um preço alto. Havia, por exemplo, um excesso na produção de pesticidas (isso para não falarmos de tanques, foguetes e ideologias), mas, por outro lado, períodos de escassez aguda de açúcar, farinha, calçados e outros artigos de primeira necessidade. Usava-se papel higiênico para dar mais sustância às salsichas, até que esse item também começou a faltar. Os ladrões que invadiam as casas levavam tudo, menos dinheiro — não havia por que fazê-lo, já que existia pouco ou quase nada para comprar.”


“Um valioso conselho: sempre desconfiem de quem afirma que fará as coisas de modo racional ignorando a realidade — e ignorar os preços é ignorar a realidade.”

Não desafie os preços !


Trecho de: Kevin D. Williamson. “O livro politicamente incorreto da esquerda e do socialismo.” iBooks. 
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sábado, 21 de junho de 2014

VISIONÁRIOS POLÍTICOS E O CAMINHO DA SERVIDÃO

Winston Churchill;Ex-Primeiro-ministro do Reino Unido; ridicularizado, escanteado em seu próprio país ao profetizar o totalitarismo nazista.

A baixo Olavo De Carvalho; filósofo brasileiro, ridicularizado, escamoteado, posto em ostracismo. DENUNCIOU AS ARTIMANHAS DO FÓRUM DE SÃO PAULO E O CAMINHO DA SERVIDÃO NO BRASIL.

A história da inúmeros exemplos de mentes que estão a frente de seu tempo sofrem  represálias dos medíocres de sua era.

A banalidade do mal já esta incrustada nas entranhas do estado brasileiro. Burocratas não possuem sentimentos pelo indivíduo apenas obedecem em nome do partido.

O século XX já viu o que o totalitarismo de uma nomenclatura pode fazer em nome de um coletivo qualquer.

O GRANDE IRMÃO EM NOME DAS IDEOLOGIAS ESTÁ SE REERGUENDO DOS PORTAIS DO INFERNO. JAMAIS SE REPITA OS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE.


terça-feira, 6 de maio de 2014

PROCESSO REVOLUCIONÁRIO MARXISTA NO BRASIL

Quem preparou o instituto da reeleição foi o PSDB;  QUEM preparou os programas assistencialistas foi o PSDB ; QUEM atingiu a hegemonia gramsciniana através da revolução cultural foi o PSDB ; QUEM começou a política de cotas foi o PSDB.

O PSDB é o "Kerensky" que "capinou" o terreno MENCHEVIQUE para a semente da perfídia BOLCHEVISTA do PT.  No Chile o "Kerensky", foi o social democrata ou melhor socialista Fabiano; Eduardo Frei que preparou a vinda do marxista Salvador Allende. 

A estratégia marxista gramsciniana de tomada do poder sempre; "foi um passo a frente seguido de dois para atrás". Desta forma o indivíduo vai gradualmente abrindo mão das suas liberdades e garantias individuais para sem resistência submeter-se a tutela de um estado tiranizado.

PT +PSDB = PNDH3 = Venezuela = Cuba 

Para quem precisa saber mais recomendo  ler sobre o projeto nacional de direitos humanos 3 , recomendo o livro Revolução Russa de Richard Pipes, cadernos do cárceres de Antônio Gramsci e o vídeo Agenda facilmente achado no youtube .

Prof Daniel Rocha 
Bacharel, Licenciado em História e pós graduado em história da África e em ensino da história.


domingo, 4 de maio de 2014

ANTIGA GEOPOLÍTICA RESSURGE COMO A NOVA GEOPOLÍTICA

Inegável que o PRESIDENTE Russo é um novo furher comunista que visa a reconstrução do antigo império Russo e do extinto pacto de Varsóvia.

Só que desta vez o nosso G.O.C, ( governo de ocupação comunista) irá estar ao lado da tirania. Pois não existe governo comunista, existe sim governo de ocupação.

Não é a toa que o Porto de Mariel foi construído e serve para contrabandear armas norte coreanas. Ele será a entrada para o domínio da " UNASUL" criado pelos governos bolivarianos do fórum de SP; Títeres de Moscou.

O comunismo é uma hidra ele possui varias cabeças. Ele nunca morreu. A nação defensora das liberdades e garantias individuais esta tíbia e fraca sendo governada por um socialista Fabiano.

O único lugar para se viver em um pais comunista é na cadeia, no cemitério ou na luta! 

Escolha o seu !

OLHA SÓ A HISTÓRIA SE REPETINDO ;

" Em 13 de janeiro de 1935, o nazismo obteve seu primeiro sucesso internacional. O Sarre era um antigo território alemão que tivera suas jazidas exploradas pelos franceses, durante 15 anos, como parte das reparações de guerra estabelecidas pelo Tratado de Versalhes. Foi um plebiscito junto à população decidia, por maioria esmagadora, a reincorporação do Sarre ao Reich. " 

ALGUMA DIFERENÇA COM A UCRÂNIA ?

PROF DANIEL ROCHA 

domingo, 27 de abril de 2014

BRASIL - DO ESTADO PATRIMONIALISTA AO ESTADO SOCIALISTA


BRASIL - O ESTADO PATRIMONIALISTA AO ESTADO SOCIALISTA


BRASIL Império ao BRASIL da primeira república sempre Aristocrático regido pelo paternalismo nas relações sociais, pelo assistencialismo dos favores recíprocos, pela indicação dos conhecidos sempre governado por um estado corrupto devidamente patrimonialista.

Ocorre a revolução de 1930 e essa configuração do estado se hipertrofia, advém a cultura do desenvolvimentismo gerado pelo estado que se mantém na mesma configuração anterior porém com outras personalidades que quebram o eixo do café com leite. 1937 advém o estado novo com a constituição autoritária a; "Polaca" e o país sente na pele a ausência do trato humanizado. Da tirania do governo getulista o estado se torna cada vez mais frio e distante do trato ao indivíduo. Com a tirania do estado novo o estado brasileiro perde a harmonia orgânica das relações humanas a substituindo pela burocracia fria de um cadáver.

Herdamos de Getúlio esse estado frio, intervencionista, inorgânico , burocratizado, corrupto e clientelista, que promove a classe política em detrimento do mérito. Vem a bipolarização da guerra fria; O regime militar e a nova república sempre o estado brasileiro se constitui com a mesma configuração. Tirando um curto período do governo Medici na década de 70 fruto das boas alianças internacionais e da política econômica mais frouxa em relação ao mercado. O Brasil passa por crises e a estagnação  dos anos 80. Estabilizando na década de 90 com o plano real.

O estado brasileiro se mantém patrimonialista, intervencionista, assistencialista, parece que não ver a queda do bloca socialista ao final da década de 80. Não faz uma reforma em sua existência, finalidades e visão de mundo. Mantém o capitalismo de estado agora porém com a Constituição  de 88. Depois o plano real ele consegue dar uma olhada de soslaio para o mérito ao prever a isonomia de direitos e consequente necessidade do concurso público.

O Brasil simplesmente não cresce não faz uma reforma tributária, política e da visão do papel do estado perante a economia. O estado Brasileiro com seu patrimonialismo assistencialista apenas se preocupa na manutenção de uma classe de políticos onerosos concentradores da renda deixando o terceiro estado de  brasileiros a mercê da fria máquina de matar de um estado burocratizado.

O caminho da servidão começa a ser preparado o "segundo estado" corrupto fazendo aqui uma clara alusão a revolução francesa quer devorar a todos. Ele não quer apenas concentrar recursos ele quer as consciências individuais. Temos o governo menchevique da social democracia,seguido pela natural entrega do estado brasileiro aos bolcheviques gramscinianos do Partido dos Trabalhadores que, por sua vez, ao tomarem as rédeas do estado o ocupam como uma fome voraz que a tudo devora.

Estamos hoje na berlinda de um estado totalitário distante, frio, onde o mal é banalizado por agentes públicos da burocracia. Onde o discurso do politicamente correto gramsciniano oprime até uso de palavras e pensamentos. Empobrecendo o debate e  forçando o uso de eufemismos em uma sociedade regido pelo cinismo, por uma ótica não republicana que esmaga a consciência individual, banalizando o mal e substituindo o indivíduo pela consciência,"coletiva do grande irmão ", regida pela doutrina dos adoradores do marxismo.  

O estado patrimonialista agora é o estado socialista que definitivamente odeia a pessoa humana, banaliza o mal e busca o fim da isonomia de direitos ao destruir o mérito individual. As garantias e liberdades individuais são pisadas em nome de um social qualquer. A família tradicional como célula de uma sociedade é ridicularizada por essa mesma criação humana chamada estado. Esse mesmo idealizado por Montesquieu particionado então em  três poderes independentes. Hoje é ocupado por um. O estado brasileiro  volta ao absolutismo da era moderna. Estamos contra a história remando para o absolutismo socialista do partido único.

Parafraseando Ronald Reagan; " o estado não é a solução é o problema", 0 estado brasileiro em vez de crescer como os tigres asiáticos padece de uma doença a séculos chamada por vários nomes. No entanto podemos sintetizar três em suas aversões que são: Ódio ao mérito individual, ódio a honestidade e por fim ódio ao ideário liberal republicano.
Prof Daniel Rocha 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

AS SEIS LIÇÕES LUDWIG VON MISSES







AS SEIS LIÇÕES 
LUDWIG VON MISSES
TRECHOS E FRAGMENTOS 



“Dentre aqueles párias, aqueles miseráveis, surgiram pessoas que tentaram organizar grupos para estabelecer pequenos negócios, capazes de produzir alguma coisa. Foi uma inovação. Esses inovadores não produziam artigos caros, acessíveis apenas às classes mais altas: produziam bens mais baratos, que pudessem satisfazer as necessidades de todos. E foi essa a origem do capitalismo tal como hoje funciona. Foi o começo da produção em massa -”

“Enquanto as antigas indústrias de beneficiamento funcionavam a serviço da gente abastada das cidades, existindo quase que exclusivamente para corresponder às demandas dessas classes privilegiadas, as novas indústrias capitalistas começaram a produzir artigos acessíveis a toda a população. Era a produção em massa, para satisfazer às necessidades das massas.”

“os empregados das grandes fábricas são, eles próprios, os maiores consumidores dos produtos que nelas se fabricam. Esta é a diferença básica entre os princípios capitalistas de produção e os princípios feudalistas de épocas anteriores.”

“O desenvolvimento do capitalismo consiste em que cada homem tem o direito de servir melhor e/ou mais barato o seu cliente. E, num tempo relativamente curto, esse método, esse princípio, transformou a face do mundo, possibilitando um crescimento sem precedentes da população mundial.”

“Assim, se um inglês - ou, no tocante a esta questão, qualquer homem de qualquer pais do mundo - afirmar hoje aos amigos ser contrário ao capitalismo, há uma esplêndida contestação a lhe fazer: "Sabe que a população deste planeta é hoje dez vezes maior que nos períodos precedentes ao capitalismo? Sabe que todos os homens usufruem hoje um padrão de vida mais elevado que o de seus ancestrais antes do advento do capitalismo? E como você pode ter certeza de que, se não fosse o capitalismo, você estaria integrando a décima parte da população sobrevivente? Sua mera existência é uma prova do êxito do capitalismo, seja qual for o valor que você atribua à própria vida.”

Não obstante todos os seus benefícios, o capitalismo foi furiosamente atacado e criticado. É preciso compreender a origem dessa aversão. É fato que o ódio ao capitalismo nasceu não entre o povo, não entre os próprios trabalhadores, mas em meio à aristocracia fundiária - a pequena nobreza da Inglaterra e da Europa continental. Culpavam o capitalismo por algo que não lhes era muito agradável: no início do século XIX, os salários mais altos pagos pelas indústrias aos seus trabalhadores forçaram a aristocracia agrária a pagar salários igualmente altos aos (7) seus trabalhadores agrícolas. A aristocracia atacava a indústria criticando o padrão de vida das massas trabalhadoras.”


“A velha história, repetida centenas de vezes, de que as fábricas empregavam mulheres e crianças que, antes de trabalharem nessas fábricas, viviam em condições satisfatórias, é um dos maiores embustes da história. As mães que trabalhavam nas fábricas não tinham o que cozinhar: não abandonavam seus lares e suas cozinhas para se dirigir às fábricas - corriam a elas porque não tinham cozinhas e, ainda que as tivessem, não tinham comida para nelas cozinharem. E as crianças não provinham de um ambiente confortável: estavam famintas, estavam morrendo. E todo o tão falado e indescritível horror do capitalismo primitivo pode ser refutado por uma única estatística: precisamente nesses anos de expansão do capitalismo na Inglaterra, no chamado período da Revolução Industrial inglesa, entre 1760 e 1830, a população do país dobrou, o que significa que centenas de milhares de crianças - que em outros tempos teriam morrido -sobreviveram e cresceram, tornando-se homens e mulheres.”

“Não há dúvida de que as condições gerais de vida em épocas anteriores eram muito insatisfatórias. Foi o comércio capitalista que as melhorou. Foram justamente aquelas primeiras fábricas que passaram a suprir, direta ou indiretamente, as necessidades de seus trabalhadores, através da exportação de manufaturados e da importação de alimentos e matérias-primas de outros países.

“Mas o fato é que todo consumidor tem de ganhar, de uma maneira ou de outra, o dinheiro que gasta, e a imensa maioria dos consumidores é constituída precisamente por aquelas mesmas pessoas que trabalham como empregados nas empresas produtoras dos bens que consomem.”

“liberdade econômica". Freqüentemente as pessoas se equivocam quanto ao seu significado, supondo que liberdade econômica seja algo inteiramente dissociado de outras liberdades, e que estas outras liberdades - que reputam mais importantes .- possam ser preservadas mesmo na ausência de liberdade econômica. Mas liberdade econômica significa, na verdade, que é dado às pessoas que a possuem o poder de escolher o próprio modo de se integrar ao conjunto da sociedade. A pessoa tem o direito de escolher sua carreira, tem liberdade para fazer o que quer.”

“Não se dão conta de que, num sistema desprovido de mercado, em que o governo determina tudo, todas essas outras liberdades são ilusórias, ainda que postas em forma de lei e inscritas na constituição.”

“Tomemos como exemplo a liberdade de imprensa. Se for dono de todas as máquinas impressoras, o governo determinará o que deve e o que não deve ser impresso. Nesse caso, a possibilidade de se publicar qualquer tipo de critica às idéias oficiais torna-se praticamente nula. A liberdade de imprensa desaparece.”

“Quando há economia de mercado, o indivíduo tem a liberdade de escolher qualquer carreira que deseje seguir, de escolher seu próprio modo de inserção na sociedade. num sistema socialista é diferente: as carreiras são decididas por decreto do governo. Este pode ordenar às pessoas que não lhe sejam gratas, àquelas cuja presença não lhe pareça conveniente em determinadas regiões, que se mudem para outras regiões e outros lugares”

“A sociedade, quando regida pela economia de mercado, pelas condições da economia livre, apresenta uma situação em que todos prestam serviços aos seus concidadãos e são, em contrapartida, por eles servidos. Acredita-se, que existem na economia de mercado chefões que não dependem da boa vontade e do apoio dos demais cidadãos. Os capitães de indústria, os homens de negócios, os empresários seriam os verdadeiros chefões do sistema econômico. Mas isso é uma Ilusão. Quem manda no sistema econômico são os consumidores. Se estes deixam de prestigiar um ramo de atividades, os empresários deste ramo são compelidos ou a abandonar sua eminente posição no sistema econômico, ou a ajustar suas ações aos desejos e às ordens dos consumidores.”

“O fato é que, no sistema capitalista, os chefes, em última instância, são os consumidores. Não é o Estado, é o povo que é soberano. Prova disto é o fato de que lhe assiste o direito de ser tolo. Este é o privilégio do soberano. Assiste-lhe o direito de cometer erros: ninguém o pode impedir de cometê-los, embora, obviamente, deva pagar por eles”

“Quando afirmamos que o consumidor é supremo ou soberano, não estamos afirmando que está livre de erros, que sempre sabe o que melhor lhe conviria. Muitas vezes os consumidores compram ou consomem artigos que não deviam comprar ou consumir”

“Se dermos ao governo o direito de determinar o que o corpo humano deve consumir, de determinar se alguém deve ou não fumar, deve ou não beber, nada poderemos replicar a quem afirme: "Mais importante ainda que o corpo é a mente, é a alma, e o homem se prejudica muito mais ao ler maus livros, ouvir música ruim e assistir a maus filmes. É pois dever do governo impedir que se cometam esses erros.”

“A partir do momento em que começamos a admitir que é dever do governo controlar o consumo de álcool do cidadão, que podemos responder a quem afirme ser o controle dos livros e das idéias muito mais importante?”

“Liberdade significa realmente liberdade para errar. Isso precisa ser bem compreendido. Podemos ser extremamente críticos com relação ao modo como nossos concidadãos gastam seu dinheiro e vivem sua vida. Podemos considerar o que fazem absolutamente insensato e mau. Numa sociedade livre, todos têm, no entanto, as mais diversas maneiras de manifestar suas opiniões sobre como seus concidadãos deveriam mudar seu modo de vida: eles podem escrever livros; escrever artigos; fazer conferências. Podem até fazer pregações nas esquinas, se quiserem - e faz-se isso, em muitos países. Mas ninguém deve tentar policiar os outros no intuito de impedi-los de fazer determinadas coisas simplesmente porque não se quer que as pessoas tenham a liberdade de fazê-las .”

“É essa a diferença entre escravidão e liberdade. O escravo é obrigado a fazer o que seu superior lhe ordena que faça, enquanto o cidadão livre - e é isso que significa liberdade - tem a possibilidade de escolher seu próprio modo de vida.”

“As famílias consideradas as grandes famílias aristocráticas da Europa permanecem as mesmas até hoje, ou melhor, são formadas hoje pelos descendentes de famílias que constituíam o escol na Europa, há oito, dez ou mais séculos. Os Capetos de Bourbon - que por um longo período dominaram a Argentina - já eram uma casa real desde o século X. Reinavam sobre o território hoje chamado Ile-de-France, ampliando seu reino a cada geração. Mas numa sociedade capitalista há uma continua mobilidade - pobres que enriquecem e descendentes de gente rica que perdem a fortuna e se tornam pobres.”

“O sistema socialista, contudo, proíbe essa liberdade fundamental que é a escolha da própria carreira. Mas condições socialistas há uma única autoridade econômica, e esta detém o poder de determinar todas as questões atinentes à produção.”

“Um dos traços característicos de nossos dias é o uso de muitos nomes para designar uma mesma coisa. Um sinônimo de socialismo e comunismo é

"planejamento". Quando falam de "planejamento", as pessoas se referem, evidentemente, a um planejamento central, o que significa um plano único, feito pelo governo - um plano que impede todo planejamento feito por outra pessoa.”

“Portanto, no sistema socialista, tudo depende da sabedoria, dos talentos e dos dons daqueles que constituem a autoridade suprema. O que o ditador supremo -

ou seu comitê - não sabe, não é levado em conta. Mas o conhecimento acumulado pela humanidade em sua longa história não é algo que uma só pessoa possa deter. Acumulamos, ao longo dos séculos, um volume tão incomensurável de conhecimentos científicos e tecnológicos, que se torna humanamente impossível a um indivíduo o domínio de todo esse cabedal, por extremamente bem-dotado que ele seja.

“Nos Estados Unidos, quase toda semana tem-se noticia de um novo invento, de um aperfeiçoamento. Muitos aperfeiçoamentos foram gerados no mundo empresarial, porque milhares e milhares de industriais estão empenhados, noite e dia, em descobrir algum novo produto que satisfaça o consumidor, ou seja de produção menos dispendiosa, ou seja melhor e menos oneroso que os produtos já existentes. Não é o altruísmo que os move; é seu desejo de ganhar dinheiro.”

“Nos países socialistas, ao invés de ser o vendedor, é o comprador que deve ficar agradecido. Não é o cidadão quem manda; quem manda é o Comitê Central, o Gabinete Central. Estes comitês, os líderes, os ditadores, são supremos; ao povo cabe simplesmente obedecer-lhes.”

“No socialismo, obviamente, o governo é totalitário, nada escapando à sua esfera e sua jurisdição. Mas na economia de mercado, a principal incumbência do governo é proteger o funcionamento harmônico desta economia contra a fraude ou a violência originadas dentro ou fora do pais.”

“Já se disse que, nas condições atuais, não temos mais uma economia de mercado livre. O que temos nas condições presentes é algo a que se dá o nome de "economia mista". E como provas da efetividade dessa nossa "economia mista", apontam-se as muitas empresas de que o governo é proprietário e gestor. A economia é mista, diz-se, porque, em muitos países, determinadas instituições - como as companhias de telefone e telégrafo, as estradas de ferro - são de posse do governo e administradas por ele.”

“Já o governo goza de condições diferentes. Pode ir em frente com um déficit, porque tem o poder de impor tributos à população. E se os contribuintes se dispuserem a pagar impostos mais elevados para permitir ao governo administrar uma empresa deficitária - isto é, administrar com menos eficiência do que o faria uma instituição privada -, ou seja, se o público tolerar esse prejuízo, então obviamente a empresa se manterá em atividade.”

“Nos últimos anos, na maioria dos países, procedeu-se à estatização de um número crescente de instituições e empresas, a tal ponto que os déficits cresceram muito além do montante possível de ser arrecadado dos cidadãos”

“Essa proteção não constitui uma intervenção, pois a única função legitima do governo é, precisamente, produzir segurança.)”

“intervencionismo significa que o governo não somente fracassa em proteger o funcionamento harmonioso da economia de mercado, como também interfere em vários fenômenos de mercado: interfere nos preços, nos padrões salariais, nas taxas de juro e de lucro”

“Se menciono este fato é porque é comum ouvir: "O que é preciso para dar eficácia e eficiência ao controle de preços é apenas maior implacabilidade e maior energia." Ora, Diocleciano foi indubitavelmente implacável, como também o foi a Revolução Francesa. Não obstante, as medidas de controle de preço fracassaram por completo em ambos os casos.”

“interferência do governo no preço do leite redunda, pois, em menor quantidade do produto do que a que havia antes, redução que é concomitante a uma ampliação da demanda. Algumas pessoas dispostas (40) a pagar o preço decretado pelo governo não conseguirão comprar leite. Outro efeito é a precipitação de pessoas ansiosas por chegarem em primeiro lugar às lojas. São obrigadas a esperar do lado de fora. As longas filas diante das lojas parecem sempre um fenômeno corriqueiro numa cidade em que o governo tenha decretado preços máximos para as mercadorias que lhe pareciam importantes.

Foi o que se passou em todos os lugares onde o preço do leite foi controlado.”

“Mas qual é a conseqüência do controle governamental de preços? O governo se frustra. Pretendia aumentar a satisfação dos consumidores de leite, mas na verdade, descontentou-os. Antes de sua interferência, o leite era caro, mas era possível comprá-lo. Agora a quantidade disponível é insuficiente. Com isso, o consumo total se reduz. As crianças passam a tomar menos leite, e chegam a não mais tomá-lo. A medida a que o governo recorre em seguida é o racionamento. Mas racionamento significa tão-somente que algumas pessoas são privilegiadas e conseguem obter leite, enquanto outras ficam sem nenhum.”

“assim o governo, que começara com o controle de alguns poucos fatores, recua cada vez mais em direção à base do processo produtivo, fixando preços máximos para todas as modalidades de bens de produção, incluindo-se aí, evidentemente, o preço da mão-de-obra”

“Ademais, o governo não tem como limitar sua interferência no mercado apenas ao que se lhe afigura como bem de primeira necessidade: leite, manteiga, ovos e carne. Precisa necessariamente incluir os bens de luxo, porquanto, se não limitasse seus preços, o capital e a mão-de-obra abandonariam a produção dos artigos de primeira necessidade e acorreriam à produção dessas mercadorias que o governo reputa supérfluas. Portanto, a interferência isolada no preço de um ou outro bem de consumo sempre gera efeitos - e é fundamental compreendê-lo - ainda menos satisfatórios que as condições que prevaleciam anteriormente: antes da interferência, o leite e os ovos são caros; depois, começam a sumir do mercado.

O governo considerava esses artigos tão importantes que interferiu; queria torná-los mais abundantes, ampliar sua oferta. O resultado foi o contrário: a interferência isolada deu origem a uma situação que - do ponto de vista do governo - é ainda mais indesejável que a anterior, que se pretendia alterar. E o governo acabará por chegar a um ponto em que todos os preços, padrões salariais, taxas de juro, em suma, tudo o que compõe o conjunto do sistema econômico, é determinado por ele. E isso, obviamente, é socialismo.”

“Uma das questões que abordarei mais tarde é a do protecionismo: o governo procura isolar o mercado interno do mercado mundial. Introduz tarifas que elevam o preço interno da mercadoria acima do preço em que é cotada no mercado mundial, o que possibilita aos produtores nacionais a formação de cartéis. Logo em seguida, o mesmo governo investe (48) contra os cartéis, declarando: "Nestas condições, impõe-se uma legislação anticartel”

“É absurdo ver o governo - que gera, por meio do próprio intervencionismo, as condições que possibilitam a emergência de cartéis nacionais - voltar-se contra o meio empresarial, dizendo: "Há cartéis, portanto é necessária a interferência do governo nos negócios." Seria muito mais simples evitar a formação de cartéis sustando a interferência governamental no mercado -

interferência esta que vem a gerar as possibilidades de formação desses cartéis.”

“A idéia da interferência governamental como "solução" para problemas econômicos dá margem, em todos os países, a circunstâncias no mínimo extremamente insatisfatórias e, com freqüência, caóticas. Se não for detida a tempo, o governo acabará por implantar o socialismo.”

“Haveria um remédio contra tudo isso? Eu diria que sim. Há um remédio. E

esse remédio é a força dos cidadãos: cabe-lhes impedir a implantação de um regime tão autoritário que se abrogue uma sabedoria superior à do cidadão comum. Esta é a diferença fundamental entre a liberdade e a servidão.”

“Se a oferta de caviar fosse tão abundante quanto a de batatas, o preço do caviar - isto é, a relação de troca entre caviar e dinheiro, ou entre caviar e outras mercadorias - se alteraria consideravelmente. Nesse caso, seria possível adquiri-lo a um preço muito menor que o exigido hoje. Da mesma maneira, se a quantidade de dinheiro aumenta, o poder de compra da unidade monetária diminui, e a quantidade de bens que pode ser adquirida com uma unidade desse dinheiro também se reduz.”

“Não há nenhuma maneira secreta para a solução dos problemas financeiros de um governo: se este precisa de dinheiro, tem de obtê-lo impondo tributos aos seus cidadãos (ou, em circunstâncias especiais, tomando-o emprestado de pessoas que têm dinheiro). Mas muitos governos, podemos mesmo dizer a maioria deles, julga haver um outro método para obter o dinheiro necessário, qual seja, o de simplesmente imprimi-lo.”

“Por exemplo, o governo poderia, sem fomentar a inflação, usar o dinheiro arrecadado através de impostos para contratar novos funcionários, ou para elevar os salários dos que já estão a seu serviço. Esses funcionários, tendo tido um aumento em seus salários, passam, então, a poder comprar mais. Quando o governo cobra impostos dos cidadãos e aplica essa soma no aumento do salário de seu pessoal, os contribuintes passam a ter menos o que gastar, mas os funcionários públicos passam a ter mais: os preços em geral não subirão.”

“parlamento. Após discutir inúmeros métodos de angariar dinheiro por meio da tributação, finalmente chegaram à conclusão de que talvez o melhor fosse obtê-lo através da inflação.”

“Em última instância, a inflação se encerra com o colapso do meio circulante”


“No entanto, o padrão-ouro tem uma extraordinária virtude: na sua vigência, a quantidade de dinheiro disponível é independente das políticas governamentais e dos partidos políticos. Essa é a sua vantagem. Constitui uma forma de proteção contra governos esbanjadores. Sob o padrão-ouro, se um governo resolve fazer gastos em um novo empreendimento, o ministro das finanças pode perguntar: "E onde vou conseguir o dinheiro? Diga-me, primeiro, onde encontrarei dinheiro para esse gasto adicional." Num sistema inflacionário, nada é mais simples para os políticos que ordenar ao órgão governamental encarregado da impressão do papel-moeda a emissão de quanto dinheiro lhes seja necessário para seus projetos. O padrão-ouro é muito mais propício a um governo financeiramente seguro: seus titulares podem dizer ao povo e aos políticos: "Não podemos fazer tal coisa, salvo se aumentarmos os impostos.”


“Cabe, aqui, a apresentação de alguns fatos: após a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha restabeleceu a equivalência entre o ouro e a libra, numa correspondência que vigorava antes da guerra. Isto é, elevou o valor da libra.

Com isso, elevou-se o poder de compra dos salários de todos os trabalhadores.”

“O único método que permite a instauração de uma situação de "pleno emprego" é a preservação de um mercado de trabalho livre de empecilhos. Isto se aplica a todo gênero de trabalho e a todo gênero de mercadoria.”

“No entanto, o problema real - como sabem todos aqui presentes - está na acumulação interna de capital. Em todos os países, são extremamente altos os impostos que, hoje, pesam sobre as companhias. Na verdade, elas sofrem uma dupla tributação. Além de haver uma severa taxação sobre seus lucros, há, ainda, outra taxação sobre os dividendos que pagam aos acionistas. E esta tributação é feita de maneira progressiva.

A tributação progressiva da renda e dos lucros tem como resultado o fato de que precisamente aquelas parcelas da renda que se tenderia a poupar e a investir são consumidas no pagamento de tributos. Tomemos o exemplo dos Estados Unidos. Há alguns anos, havia um imposto sobre "excesso de lucros": de cada dólar ganho, a companhia retinha apenas dezoito centavos de dólar.

Quando esses 18 centavos eram pagos aos acionistas, aqueles que possuíam um grande número de ações tinham de pagar, sobre essa cota, como imposto, um percentual de 16, 18 ou até mais. Assim, de um dólar de lucro, os acionistas retinham cerca de sete centavos de dólar, ficando o governo .O restantes. A maior parte desses 93% que, nas mãos do acionista, teria sido economizada e investida, é utilizada pelo governo nas despesas comuns. É esta a política dos Estados Unidos. Espero ter deixado claro que a política dos Estados Unidos não é um exemplo a ser imitado por outros países. Quero apenas ressalvar que um pais rico tem mais condições de suportar más políticas que um pais pobre."

“O resultado final é, certamente, extremamente negativo. Como não podia deixar de ser, decorre de tudo isto uma acentuada perda de confiança: existe hoje, no mundo todo, um crescente descrédito na viabilidade de se investir no exterior. Ainda que os países interessados em conseguir novos capitais se empenhassem em mudar imediatamente suas políticas e fizessem toda a sorte de promessas, é muito duvidoso que pudessem, mais uma vez, estimular os capitalistas estrangeiros a neles investirem.”

“Uma única coisa falta para tornar os paises em desenvolvimento tão prósperos quanto os Estados Unidos: capital. N o entanto, é imprescindível que haja liberdade para empregá-lo sob a disciplina do mercado, não sob a do governo. É preciso que estas nações acumulem capital interno e viabilizem o ingresso do capital estrangeiro.”


“quando as camadas populares se sentem respaldadas por um sistema econômico que propicie a existência de uma unidade monetária estável. Em outras palavras, não se pode admitir nenhuma modalidade de inflação.”


“Por si mesmo, o protecionismo não acrescenta coisa alguma ao capital de um país. Para implantar uma nova fábrica, precisa-se de capital. Para modernizar uma já existente, precisa-se de capital, não de tarifas.”

“Os capitalistas tendem a se deslocar para aqueles países onde a mão-de-obra é abundante e barata. E, pelo próprio fato de introduzirem capital nesses países, provocam uma tendência à elevação dos padrões salariais. (85) Isso funcionou no passado e funcionará no futuro do mesmo modo.”

“Fora dos Estados Unidos - na América Latina e, mais ainda, na Ásia e na África - todos desejam a melhoria das condições do seu país. Um padrão de vida mais alto acarreta, também, padrões superiores de cultura e de civilização.”

“Não há dúvida de que experimentamos, nos séculos XIX e XX, um progresso sem precedentes das condições econômicas, progresso este que tornou possível a uma população muito maior viver num padrão de vida muito superior ao de épocas anteriores”

“Essa independência, no entanto, não existe. O homem não é um ser que tenha, por um lado, uma dimensão econômica e, por outro, uma dimensão política, dissociadas uma da outra. Na verdade, aquilo a que comumente se dá o nome de deterioração da liberdade, do governo constitucional e das instituições representativas, nada mais é que a conseqüência da mudança radical das idéias políticas e econômicas. Os eventos políticos são a conseqüência inevitável da mudança das políticas econômicas.”

“Temos, nos órgãos legislativos, representantes do trigo, da carne, da prata, do petróleo, mas, antes de tudo, de diversos sindicatos. Só uma coisa não está representada no legislativo: a nação como um todo. Apenas vozes isoladas se põem ao lado do conjunto da nação. E todos os problemas, mesmo os de política exterior, são encarados do ponto de vista dos interesses especiais dos grupos de pressão.”

“Que acontecera? Qual teria sido o problema? Qual poderia ter sido a causa de desintegração de um império que, sob todos os aspectos, construíra uma civilização sem outra que se lhe igualasse até o século XVIII? A verdade é que essa civilização foi destruída por algo semelhante, quase idêntico, aos perigos que rondam hoje a nossa civilização: por um lado houve intervencionismo; por outro, inflação. O intervencionismo no Império Romano consistia no fato de que, seguindo o modelo político dos seus predecessores gregos, os romanos impunham o controle dos preços”


“Deste modo, os preços que as autoridades toleravam passaram a estar abaixo do preço potencial a que a inflação elevara as várias mercadorias.

O resultado, obviamente, foi que a oferta de produtos alimentícios nas cidades reduziu-se. As populações urbanas foram obrigadas a retornar ao campo e às atividades agrícolas. Os romanos nunca se deram conta do que estava ocorrendo. Não compreenderam. Não tinham desenvolvido instrumentos mentais que lhes permitissem interpretar os problemas da divisão do trabalho e as conseqüências da inflação no mercado de preços. Tinham, no entanto, clareza suficiente para reconhecer o quanto era nefasta aquela inflação e deterioração da moeda corrente.”

“As idéias intervencionistas, as idéias socialistas, as idéias inflacionistas de nossos dias foram engendradas e formalizadas por escritores e professores. E

são ensinadas nas universidades. Poder-se-ia então observar: "A situação atual é muito pior.'' Eu respondo: "Não, não é pior." É melhor, na minha opinião, porque idéias podem ser derrotadas por outras idéias. Ninguém duvidava, na época dos imperadores romanos, de que a determinação de preços máximos era uma boa política, e de que assistia ao governo o direito de adotá-la. Ninguém discutia isso.”

“Todas essas idéias nefastas que hoje nos afligem, que tornaram nossas políticas tão nocivas, foram elaboradas por técnicos do meio acadêmico”

“Devemos ser muito cuidadosos no uso desse termo, porque essa revolta não foi feita pelas massas: foi feita pelos intelectuais, que, não sendo homens do povo, elaboraram doutrinas. Segundo a doutrina marxista, só os proletários têm boas idéias, e a mente proletária, sozinha, engendrou o socialismo. Todos esses autores socialistas, sem exceção, eram "burgueses", no sentido em que eles próprios, socialistas, usam o termo.”

“Idéias, e somente idéias, podem iluminar a escuridão. As boas idéias devem ser levadas às pessoas de tal modo que elas se convençam de que essas idéias são as corretas, e saibam quais são as errôneas. No glorioso período do século XIX, as notáveis realizações do capitalismo foram fruto das idéias dos economistas clássicos, de Adam Smith e David Ricardo, de Bastiat e outros.”

“Estou muito agradecido a este Centro pela oportunidade de me dirigir a tão distinta platéia e espero que, dentro de alguns anos, o número dos defensores das idéias em prol da liberdade tenha crescido consideravelmente, neste e em outros países. Quanto a mim, tenho plena confiança no futuro da liberdade, tanto política quanto econômica. ”