sábado, 21 de junho de 2014

VISIONÁRIOS POLÍTICOS E O CAMINHO DA SERVIDÃO

Winston Churchill;Ex-Primeiro-ministro do Reino Unido; ridicularizado, escanteado em seu próprio país ao profetizar o totalitarismo nazista.

A baixo Olavo De Carvalho; filósofo brasileiro, ridicularizado, escamoteado, posto em ostracismo. DENUNCIOU AS ARTIMANHAS DO FÓRUM DE SÃO PAULO E O CAMINHO DA SERVIDÃO NO BRASIL.

A história da inúmeros exemplos de mentes que estão a frente de seu tempo sofrem  represálias dos medíocres de sua era.

A banalidade do mal já esta incrustada nas entranhas do estado brasileiro. Burocratas não possuem sentimentos pelo indivíduo apenas obedecem em nome do partido.

O século XX já viu o que o totalitarismo de uma nomenclatura pode fazer em nome de um coletivo qualquer.

O GRANDE IRMÃO EM NOME DAS IDEOLOGIAS ESTÁ SE REERGUENDO DOS PORTAIS DO INFERNO. JAMAIS SE REPITA OS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE.


terça-feira, 6 de maio de 2014

PROCESSO REVOLUCIONÁRIO MARXISTA NO BRASIL

Quem preparou o instituto da reeleição foi o PSDB;  QUEM preparou os programas assistencialistas foi o PSDB ; QUEM atingiu a hegemonia gramsciniana através da revolução cultural foi o PSDB ; QUEM começou a política de cotas foi o PSDB.

O PSDB é o "Kerensky" que "capinou" o terreno MENCHEVIQUE para a semente da perfídia BOLCHEVISTA do PT.  No Chile o "Kerensky", foi o social democrata ou melhor socialista Fabiano; Eduardo Frei que preparou a vinda do marxista Salvador Allende. 

A estratégia marxista gramsciniana de tomada do poder sempre; "foi um passo a frente seguido de dois para atrás". Desta forma o indivíduo vai gradualmente abrindo mão das suas liberdades e garantias individuais para sem resistência submeter-se a tutela de um estado tiranizado.

PT +PSDB = PNDH3 = Venezuela = Cuba 

Para quem precisa saber mais recomendo  ler sobre o projeto nacional de direitos humanos 3 , recomendo o livro Revolução Russa de Richard Pipes, cadernos do cárceres de Antônio Gramsci e o vídeo Agenda facilmente achado no youtube .

Prof Daniel Rocha 
Bacharel, Licenciado em História e pós graduado em história da África e em ensino da história.


domingo, 4 de maio de 2014

ANTIGA GEOPOLÍTICA RESSURGE COMO A NOVA GEOPOLÍTICA

Inegável que o PRESIDENTE Russo é um novo furher comunista que visa a reconstrução do antigo império Russo e do extinto pacto de Varsóvia.

Só que desta vez o nosso G.O.C, ( governo de ocupação comunista) irá estar ao lado da tirania. Pois não existe governo comunista, existe sim governo de ocupação.

Não é a toa que o Porto de Mariel foi construído e serve para contrabandear armas norte coreanas. Ele será a entrada para o domínio da " UNASUL" criado pelos governos bolivarianos do fórum de SP; Títeres de Moscou.

O comunismo é uma hidra ele possui varias cabeças. Ele nunca morreu. A nação defensora das liberdades e garantias individuais esta tíbia e fraca sendo governada por um socialista Fabiano.

O único lugar para se viver em um pais comunista é na cadeia, no cemitério ou na luta! 

Escolha o seu !

OLHA SÓ A HISTÓRIA SE REPETINDO ;

" Em 13 de janeiro de 1935, o nazismo obteve seu primeiro sucesso internacional. O Sarre era um antigo território alemão que tivera suas jazidas exploradas pelos franceses, durante 15 anos, como parte das reparações de guerra estabelecidas pelo Tratado de Versalhes. Foi um plebiscito junto à população decidia, por maioria esmagadora, a reincorporação do Sarre ao Reich. " 

ALGUMA DIFERENÇA COM A UCRÂNIA ?

PROF DANIEL ROCHA 

domingo, 27 de abril de 2014

BRASIL - DO ESTADO PATRIMONIALISTA AO ESTADO SOCIALISTA


BRASIL - O ESTADO PATRIMONIALISTA AO ESTADO SOCIALISTA


BRASIL Império ao BRASIL da primeira república sempre Aristocrático regido pelo paternalismo nas relações sociais, pelo assistencialismo dos favores recíprocos, pela indicação dos conhecidos sempre governado por um estado corrupto devidamente patrimonialista.

Ocorre a revolução de 1930 e essa configuração do estado se hipertrofia, advém a cultura do desenvolvimentismo gerado pelo estado que se mantém na mesma configuração anterior porém com outras personalidades que quebram o eixo do café com leite. 1937 advém o estado novo com a constituição autoritária a; "Polaca" e o país sente na pele a ausência do trato humanizado. Da tirania do governo getulista o estado se torna cada vez mais frio e distante do trato ao indivíduo. Com a tirania do estado novo o estado brasileiro perde a harmonia orgânica das relações humanas a substituindo pela burocracia fria de um cadáver.

Herdamos de Getúlio esse estado frio, intervencionista, inorgânico , burocratizado, corrupto e clientelista, que promove a classe política em detrimento do mérito. Vem a bipolarização da guerra fria; O regime militar e a nova república sempre o estado brasileiro se constitui com a mesma configuração. Tirando um curto período do governo Medici na década de 70 fruto das boas alianças internacionais e da política econômica mais frouxa em relação ao mercado. O Brasil passa por crises e a estagnação  dos anos 80. Estabilizando na década de 90 com o plano real.

O estado brasileiro se mantém patrimonialista, intervencionista, assistencialista, parece que não ver a queda do bloca socialista ao final da década de 80. Não faz uma reforma em sua existência, finalidades e visão de mundo. Mantém o capitalismo de estado agora porém com a Constituição  de 88. Depois o plano real ele consegue dar uma olhada de soslaio para o mérito ao prever a isonomia de direitos e consequente necessidade do concurso público.

O Brasil simplesmente não cresce não faz uma reforma tributária, política e da visão do papel do estado perante a economia. O estado Brasileiro com seu patrimonialismo assistencialista apenas se preocupa na manutenção de uma classe de políticos onerosos concentradores da renda deixando o terceiro estado de  brasileiros a mercê da fria máquina de matar de um estado burocratizado.

O caminho da servidão começa a ser preparado o "segundo estado" corrupto fazendo aqui uma clara alusão a revolução francesa quer devorar a todos. Ele não quer apenas concentrar recursos ele quer as consciências individuais. Temos o governo menchevique da social democracia,seguido pela natural entrega do estado brasileiro aos bolcheviques gramscinianos do Partido dos Trabalhadores que, por sua vez, ao tomarem as rédeas do estado o ocupam como uma fome voraz que a tudo devora.

Estamos hoje na berlinda de um estado totalitário distante, frio, onde o mal é banalizado por agentes públicos da burocracia. Onde o discurso do politicamente correto gramsciniano oprime até uso de palavras e pensamentos. Empobrecendo o debate e  forçando o uso de eufemismos em uma sociedade regido pelo cinismo, por uma ótica não republicana que esmaga a consciência individual, banalizando o mal e substituindo o indivíduo pela consciência,"coletiva do grande irmão ", regida pela doutrina dos adoradores do marxismo.  

O estado patrimonialista agora é o estado socialista que definitivamente odeia a pessoa humana, banaliza o mal e busca o fim da isonomia de direitos ao destruir o mérito individual. As garantias e liberdades individuais são pisadas em nome de um social qualquer. A família tradicional como célula de uma sociedade é ridicularizada por essa mesma criação humana chamada estado. Esse mesmo idealizado por Montesquieu particionado então em  três poderes independentes. Hoje é ocupado por um. O estado brasileiro  volta ao absolutismo da era moderna. Estamos contra a história remando para o absolutismo socialista do partido único.

Parafraseando Ronald Reagan; " o estado não é a solução é o problema", 0 estado brasileiro em vez de crescer como os tigres asiáticos padece de uma doença a séculos chamada por vários nomes. No entanto podemos sintetizar três em suas aversões que são: Ódio ao mérito individual, ódio a honestidade e por fim ódio ao ideário liberal republicano.
Prof Daniel Rocha 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

AS SEIS LIÇÕES LUDWIG VON MISSES







AS SEIS LIÇÕES 
LUDWIG VON MISSES
TRECHOS E FRAGMENTOS 



“Dentre aqueles párias, aqueles miseráveis, surgiram pessoas que tentaram organizar grupos para estabelecer pequenos negócios, capazes de produzir alguma coisa. Foi uma inovação. Esses inovadores não produziam artigos caros, acessíveis apenas às classes mais altas: produziam bens mais baratos, que pudessem satisfazer as necessidades de todos. E foi essa a origem do capitalismo tal como hoje funciona. Foi o começo da produção em massa -”

“Enquanto as antigas indústrias de beneficiamento funcionavam a serviço da gente abastada das cidades, existindo quase que exclusivamente para corresponder às demandas dessas classes privilegiadas, as novas indústrias capitalistas começaram a produzir artigos acessíveis a toda a população. Era a produção em massa, para satisfazer às necessidades das massas.”

“os empregados das grandes fábricas são, eles próprios, os maiores consumidores dos produtos que nelas se fabricam. Esta é a diferença básica entre os princípios capitalistas de produção e os princípios feudalistas de épocas anteriores.”

“O desenvolvimento do capitalismo consiste em que cada homem tem o direito de servir melhor e/ou mais barato o seu cliente. E, num tempo relativamente curto, esse método, esse princípio, transformou a face do mundo, possibilitando um crescimento sem precedentes da população mundial.”

“Assim, se um inglês - ou, no tocante a esta questão, qualquer homem de qualquer pais do mundo - afirmar hoje aos amigos ser contrário ao capitalismo, há uma esplêndida contestação a lhe fazer: "Sabe que a população deste planeta é hoje dez vezes maior que nos períodos precedentes ao capitalismo? Sabe que todos os homens usufruem hoje um padrão de vida mais elevado que o de seus ancestrais antes do advento do capitalismo? E como você pode ter certeza de que, se não fosse o capitalismo, você estaria integrando a décima parte da população sobrevivente? Sua mera existência é uma prova do êxito do capitalismo, seja qual for o valor que você atribua à própria vida.”

Não obstante todos os seus benefícios, o capitalismo foi furiosamente atacado e criticado. É preciso compreender a origem dessa aversão. É fato que o ódio ao capitalismo nasceu não entre o povo, não entre os próprios trabalhadores, mas em meio à aristocracia fundiária - a pequena nobreza da Inglaterra e da Europa continental. Culpavam o capitalismo por algo que não lhes era muito agradável: no início do século XIX, os salários mais altos pagos pelas indústrias aos seus trabalhadores forçaram a aristocracia agrária a pagar salários igualmente altos aos (7) seus trabalhadores agrícolas. A aristocracia atacava a indústria criticando o padrão de vida das massas trabalhadoras.”


“A velha história, repetida centenas de vezes, de que as fábricas empregavam mulheres e crianças que, antes de trabalharem nessas fábricas, viviam em condições satisfatórias, é um dos maiores embustes da história. As mães que trabalhavam nas fábricas não tinham o que cozinhar: não abandonavam seus lares e suas cozinhas para se dirigir às fábricas - corriam a elas porque não tinham cozinhas e, ainda que as tivessem, não tinham comida para nelas cozinharem. E as crianças não provinham de um ambiente confortável: estavam famintas, estavam morrendo. E todo o tão falado e indescritível horror do capitalismo primitivo pode ser refutado por uma única estatística: precisamente nesses anos de expansão do capitalismo na Inglaterra, no chamado período da Revolução Industrial inglesa, entre 1760 e 1830, a população do país dobrou, o que significa que centenas de milhares de crianças - que em outros tempos teriam morrido -sobreviveram e cresceram, tornando-se homens e mulheres.”

“Não há dúvida de que as condições gerais de vida em épocas anteriores eram muito insatisfatórias. Foi o comércio capitalista que as melhorou. Foram justamente aquelas primeiras fábricas que passaram a suprir, direta ou indiretamente, as necessidades de seus trabalhadores, através da exportação de manufaturados e da importação de alimentos e matérias-primas de outros países.

“Mas o fato é que todo consumidor tem de ganhar, de uma maneira ou de outra, o dinheiro que gasta, e a imensa maioria dos consumidores é constituída precisamente por aquelas mesmas pessoas que trabalham como empregados nas empresas produtoras dos bens que consomem.”

“liberdade econômica". Freqüentemente as pessoas se equivocam quanto ao seu significado, supondo que liberdade econômica seja algo inteiramente dissociado de outras liberdades, e que estas outras liberdades - que reputam mais importantes .- possam ser preservadas mesmo na ausência de liberdade econômica. Mas liberdade econômica significa, na verdade, que é dado às pessoas que a possuem o poder de escolher o próprio modo de se integrar ao conjunto da sociedade. A pessoa tem o direito de escolher sua carreira, tem liberdade para fazer o que quer.”

“Não se dão conta de que, num sistema desprovido de mercado, em que o governo determina tudo, todas essas outras liberdades são ilusórias, ainda que postas em forma de lei e inscritas na constituição.”

“Tomemos como exemplo a liberdade de imprensa. Se for dono de todas as máquinas impressoras, o governo determinará o que deve e o que não deve ser impresso. Nesse caso, a possibilidade de se publicar qualquer tipo de critica às idéias oficiais torna-se praticamente nula. A liberdade de imprensa desaparece.”

“Quando há economia de mercado, o indivíduo tem a liberdade de escolher qualquer carreira que deseje seguir, de escolher seu próprio modo de inserção na sociedade. num sistema socialista é diferente: as carreiras são decididas por decreto do governo. Este pode ordenar às pessoas que não lhe sejam gratas, àquelas cuja presença não lhe pareça conveniente em determinadas regiões, que se mudem para outras regiões e outros lugares”

“A sociedade, quando regida pela economia de mercado, pelas condições da economia livre, apresenta uma situação em que todos prestam serviços aos seus concidadãos e são, em contrapartida, por eles servidos. Acredita-se, que existem na economia de mercado chefões que não dependem da boa vontade e do apoio dos demais cidadãos. Os capitães de indústria, os homens de negócios, os empresários seriam os verdadeiros chefões do sistema econômico. Mas isso é uma Ilusão. Quem manda no sistema econômico são os consumidores. Se estes deixam de prestigiar um ramo de atividades, os empresários deste ramo são compelidos ou a abandonar sua eminente posição no sistema econômico, ou a ajustar suas ações aos desejos e às ordens dos consumidores.”

“O fato é que, no sistema capitalista, os chefes, em última instância, são os consumidores. Não é o Estado, é o povo que é soberano. Prova disto é o fato de que lhe assiste o direito de ser tolo. Este é o privilégio do soberano. Assiste-lhe o direito de cometer erros: ninguém o pode impedir de cometê-los, embora, obviamente, deva pagar por eles”

“Quando afirmamos que o consumidor é supremo ou soberano, não estamos afirmando que está livre de erros, que sempre sabe o que melhor lhe conviria. Muitas vezes os consumidores compram ou consomem artigos que não deviam comprar ou consumir”

“Se dermos ao governo o direito de determinar o que o corpo humano deve consumir, de determinar se alguém deve ou não fumar, deve ou não beber, nada poderemos replicar a quem afirme: "Mais importante ainda que o corpo é a mente, é a alma, e o homem se prejudica muito mais ao ler maus livros, ouvir música ruim e assistir a maus filmes. É pois dever do governo impedir que se cometam esses erros.”

“A partir do momento em que começamos a admitir que é dever do governo controlar o consumo de álcool do cidadão, que podemos responder a quem afirme ser o controle dos livros e das idéias muito mais importante?”

“Liberdade significa realmente liberdade para errar. Isso precisa ser bem compreendido. Podemos ser extremamente críticos com relação ao modo como nossos concidadãos gastam seu dinheiro e vivem sua vida. Podemos considerar o que fazem absolutamente insensato e mau. Numa sociedade livre, todos têm, no entanto, as mais diversas maneiras de manifestar suas opiniões sobre como seus concidadãos deveriam mudar seu modo de vida: eles podem escrever livros; escrever artigos; fazer conferências. Podem até fazer pregações nas esquinas, se quiserem - e faz-se isso, em muitos países. Mas ninguém deve tentar policiar os outros no intuito de impedi-los de fazer determinadas coisas simplesmente porque não se quer que as pessoas tenham a liberdade de fazê-las .”

“É essa a diferença entre escravidão e liberdade. O escravo é obrigado a fazer o que seu superior lhe ordena que faça, enquanto o cidadão livre - e é isso que significa liberdade - tem a possibilidade de escolher seu próprio modo de vida.”

“As famílias consideradas as grandes famílias aristocráticas da Europa permanecem as mesmas até hoje, ou melhor, são formadas hoje pelos descendentes de famílias que constituíam o escol na Europa, há oito, dez ou mais séculos. Os Capetos de Bourbon - que por um longo período dominaram a Argentina - já eram uma casa real desde o século X. Reinavam sobre o território hoje chamado Ile-de-France, ampliando seu reino a cada geração. Mas numa sociedade capitalista há uma continua mobilidade - pobres que enriquecem e descendentes de gente rica que perdem a fortuna e se tornam pobres.”

“O sistema socialista, contudo, proíbe essa liberdade fundamental que é a escolha da própria carreira. Mas condições socialistas há uma única autoridade econômica, e esta detém o poder de determinar todas as questões atinentes à produção.”

“Um dos traços característicos de nossos dias é o uso de muitos nomes para designar uma mesma coisa. Um sinônimo de socialismo e comunismo é

"planejamento". Quando falam de "planejamento", as pessoas se referem, evidentemente, a um planejamento central, o que significa um plano único, feito pelo governo - um plano que impede todo planejamento feito por outra pessoa.”

“Portanto, no sistema socialista, tudo depende da sabedoria, dos talentos e dos dons daqueles que constituem a autoridade suprema. O que o ditador supremo -

ou seu comitê - não sabe, não é levado em conta. Mas o conhecimento acumulado pela humanidade em sua longa história não é algo que uma só pessoa possa deter. Acumulamos, ao longo dos séculos, um volume tão incomensurável de conhecimentos científicos e tecnológicos, que se torna humanamente impossível a um indivíduo o domínio de todo esse cabedal, por extremamente bem-dotado que ele seja.

“Nos Estados Unidos, quase toda semana tem-se noticia de um novo invento, de um aperfeiçoamento. Muitos aperfeiçoamentos foram gerados no mundo empresarial, porque milhares e milhares de industriais estão empenhados, noite e dia, em descobrir algum novo produto que satisfaça o consumidor, ou seja de produção menos dispendiosa, ou seja melhor e menos oneroso que os produtos já existentes. Não é o altruísmo que os move; é seu desejo de ganhar dinheiro.”

“Nos países socialistas, ao invés de ser o vendedor, é o comprador que deve ficar agradecido. Não é o cidadão quem manda; quem manda é o Comitê Central, o Gabinete Central. Estes comitês, os líderes, os ditadores, são supremos; ao povo cabe simplesmente obedecer-lhes.”

“No socialismo, obviamente, o governo é totalitário, nada escapando à sua esfera e sua jurisdição. Mas na economia de mercado, a principal incumbência do governo é proteger o funcionamento harmônico desta economia contra a fraude ou a violência originadas dentro ou fora do pais.”

“Já se disse que, nas condições atuais, não temos mais uma economia de mercado livre. O que temos nas condições presentes é algo a que se dá o nome de "economia mista". E como provas da efetividade dessa nossa "economia mista", apontam-se as muitas empresas de que o governo é proprietário e gestor. A economia é mista, diz-se, porque, em muitos países, determinadas instituições - como as companhias de telefone e telégrafo, as estradas de ferro - são de posse do governo e administradas por ele.”

“Já o governo goza de condições diferentes. Pode ir em frente com um déficit, porque tem o poder de impor tributos à população. E se os contribuintes se dispuserem a pagar impostos mais elevados para permitir ao governo administrar uma empresa deficitária - isto é, administrar com menos eficiência do que o faria uma instituição privada -, ou seja, se o público tolerar esse prejuízo, então obviamente a empresa se manterá em atividade.”

“Nos últimos anos, na maioria dos países, procedeu-se à estatização de um número crescente de instituições e empresas, a tal ponto que os déficits cresceram muito além do montante possível de ser arrecadado dos cidadãos”

“Essa proteção não constitui uma intervenção, pois a única função legitima do governo é, precisamente, produzir segurança.)”

“intervencionismo significa que o governo não somente fracassa em proteger o funcionamento harmonioso da economia de mercado, como também interfere em vários fenômenos de mercado: interfere nos preços, nos padrões salariais, nas taxas de juro e de lucro”

“Se menciono este fato é porque é comum ouvir: "O que é preciso para dar eficácia e eficiência ao controle de preços é apenas maior implacabilidade e maior energia." Ora, Diocleciano foi indubitavelmente implacável, como também o foi a Revolução Francesa. Não obstante, as medidas de controle de preço fracassaram por completo em ambos os casos.”

“interferência do governo no preço do leite redunda, pois, em menor quantidade do produto do que a que havia antes, redução que é concomitante a uma ampliação da demanda. Algumas pessoas dispostas (40) a pagar o preço decretado pelo governo não conseguirão comprar leite. Outro efeito é a precipitação de pessoas ansiosas por chegarem em primeiro lugar às lojas. São obrigadas a esperar do lado de fora. As longas filas diante das lojas parecem sempre um fenômeno corriqueiro numa cidade em que o governo tenha decretado preços máximos para as mercadorias que lhe pareciam importantes.

Foi o que se passou em todos os lugares onde o preço do leite foi controlado.”

“Mas qual é a conseqüência do controle governamental de preços? O governo se frustra. Pretendia aumentar a satisfação dos consumidores de leite, mas na verdade, descontentou-os. Antes de sua interferência, o leite era caro, mas era possível comprá-lo. Agora a quantidade disponível é insuficiente. Com isso, o consumo total se reduz. As crianças passam a tomar menos leite, e chegam a não mais tomá-lo. A medida a que o governo recorre em seguida é o racionamento. Mas racionamento significa tão-somente que algumas pessoas são privilegiadas e conseguem obter leite, enquanto outras ficam sem nenhum.”

“assim o governo, que começara com o controle de alguns poucos fatores, recua cada vez mais em direção à base do processo produtivo, fixando preços máximos para todas as modalidades de bens de produção, incluindo-se aí, evidentemente, o preço da mão-de-obra”

“Ademais, o governo não tem como limitar sua interferência no mercado apenas ao que se lhe afigura como bem de primeira necessidade: leite, manteiga, ovos e carne. Precisa necessariamente incluir os bens de luxo, porquanto, se não limitasse seus preços, o capital e a mão-de-obra abandonariam a produção dos artigos de primeira necessidade e acorreriam à produção dessas mercadorias que o governo reputa supérfluas. Portanto, a interferência isolada no preço de um ou outro bem de consumo sempre gera efeitos - e é fundamental compreendê-lo - ainda menos satisfatórios que as condições que prevaleciam anteriormente: antes da interferência, o leite e os ovos são caros; depois, começam a sumir do mercado.

O governo considerava esses artigos tão importantes que interferiu; queria torná-los mais abundantes, ampliar sua oferta. O resultado foi o contrário: a interferência isolada deu origem a uma situação que - do ponto de vista do governo - é ainda mais indesejável que a anterior, que se pretendia alterar. E o governo acabará por chegar a um ponto em que todos os preços, padrões salariais, taxas de juro, em suma, tudo o que compõe o conjunto do sistema econômico, é determinado por ele. E isso, obviamente, é socialismo.”

“Uma das questões que abordarei mais tarde é a do protecionismo: o governo procura isolar o mercado interno do mercado mundial. Introduz tarifas que elevam o preço interno da mercadoria acima do preço em que é cotada no mercado mundial, o que possibilita aos produtores nacionais a formação de cartéis. Logo em seguida, o mesmo governo investe (48) contra os cartéis, declarando: "Nestas condições, impõe-se uma legislação anticartel”

“É absurdo ver o governo - que gera, por meio do próprio intervencionismo, as condições que possibilitam a emergência de cartéis nacionais - voltar-se contra o meio empresarial, dizendo: "Há cartéis, portanto é necessária a interferência do governo nos negócios." Seria muito mais simples evitar a formação de cartéis sustando a interferência governamental no mercado -

interferência esta que vem a gerar as possibilidades de formação desses cartéis.”

“A idéia da interferência governamental como "solução" para problemas econômicos dá margem, em todos os países, a circunstâncias no mínimo extremamente insatisfatórias e, com freqüência, caóticas. Se não for detida a tempo, o governo acabará por implantar o socialismo.”

“Haveria um remédio contra tudo isso? Eu diria que sim. Há um remédio. E

esse remédio é a força dos cidadãos: cabe-lhes impedir a implantação de um regime tão autoritário que se abrogue uma sabedoria superior à do cidadão comum. Esta é a diferença fundamental entre a liberdade e a servidão.”

“Se a oferta de caviar fosse tão abundante quanto a de batatas, o preço do caviar - isto é, a relação de troca entre caviar e dinheiro, ou entre caviar e outras mercadorias - se alteraria consideravelmente. Nesse caso, seria possível adquiri-lo a um preço muito menor que o exigido hoje. Da mesma maneira, se a quantidade de dinheiro aumenta, o poder de compra da unidade monetária diminui, e a quantidade de bens que pode ser adquirida com uma unidade desse dinheiro também se reduz.”

“Não há nenhuma maneira secreta para a solução dos problemas financeiros de um governo: se este precisa de dinheiro, tem de obtê-lo impondo tributos aos seus cidadãos (ou, em circunstâncias especiais, tomando-o emprestado de pessoas que têm dinheiro). Mas muitos governos, podemos mesmo dizer a maioria deles, julga haver um outro método para obter o dinheiro necessário, qual seja, o de simplesmente imprimi-lo.”

“Por exemplo, o governo poderia, sem fomentar a inflação, usar o dinheiro arrecadado através de impostos para contratar novos funcionários, ou para elevar os salários dos que já estão a seu serviço. Esses funcionários, tendo tido um aumento em seus salários, passam, então, a poder comprar mais. Quando o governo cobra impostos dos cidadãos e aplica essa soma no aumento do salário de seu pessoal, os contribuintes passam a ter menos o que gastar, mas os funcionários públicos passam a ter mais: os preços em geral não subirão.”

“parlamento. Após discutir inúmeros métodos de angariar dinheiro por meio da tributação, finalmente chegaram à conclusão de que talvez o melhor fosse obtê-lo através da inflação.”

“Em última instância, a inflação se encerra com o colapso do meio circulante”


“No entanto, o padrão-ouro tem uma extraordinária virtude: na sua vigência, a quantidade de dinheiro disponível é independente das políticas governamentais e dos partidos políticos. Essa é a sua vantagem. Constitui uma forma de proteção contra governos esbanjadores. Sob o padrão-ouro, se um governo resolve fazer gastos em um novo empreendimento, o ministro das finanças pode perguntar: "E onde vou conseguir o dinheiro? Diga-me, primeiro, onde encontrarei dinheiro para esse gasto adicional." Num sistema inflacionário, nada é mais simples para os políticos que ordenar ao órgão governamental encarregado da impressão do papel-moeda a emissão de quanto dinheiro lhes seja necessário para seus projetos. O padrão-ouro é muito mais propício a um governo financeiramente seguro: seus titulares podem dizer ao povo e aos políticos: "Não podemos fazer tal coisa, salvo se aumentarmos os impostos.”


“Cabe, aqui, a apresentação de alguns fatos: após a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha restabeleceu a equivalência entre o ouro e a libra, numa correspondência que vigorava antes da guerra. Isto é, elevou o valor da libra.

Com isso, elevou-se o poder de compra dos salários de todos os trabalhadores.”

“O único método que permite a instauração de uma situação de "pleno emprego" é a preservação de um mercado de trabalho livre de empecilhos. Isto se aplica a todo gênero de trabalho e a todo gênero de mercadoria.”

“No entanto, o problema real - como sabem todos aqui presentes - está na acumulação interna de capital. Em todos os países, são extremamente altos os impostos que, hoje, pesam sobre as companhias. Na verdade, elas sofrem uma dupla tributação. Além de haver uma severa taxação sobre seus lucros, há, ainda, outra taxação sobre os dividendos que pagam aos acionistas. E esta tributação é feita de maneira progressiva.

A tributação progressiva da renda e dos lucros tem como resultado o fato de que precisamente aquelas parcelas da renda que se tenderia a poupar e a investir são consumidas no pagamento de tributos. Tomemos o exemplo dos Estados Unidos. Há alguns anos, havia um imposto sobre "excesso de lucros": de cada dólar ganho, a companhia retinha apenas dezoito centavos de dólar.

Quando esses 18 centavos eram pagos aos acionistas, aqueles que possuíam um grande número de ações tinham de pagar, sobre essa cota, como imposto, um percentual de 16, 18 ou até mais. Assim, de um dólar de lucro, os acionistas retinham cerca de sete centavos de dólar, ficando o governo .O restantes. A maior parte desses 93% que, nas mãos do acionista, teria sido economizada e investida, é utilizada pelo governo nas despesas comuns. É esta a política dos Estados Unidos. Espero ter deixado claro que a política dos Estados Unidos não é um exemplo a ser imitado por outros países. Quero apenas ressalvar que um pais rico tem mais condições de suportar más políticas que um pais pobre."

“O resultado final é, certamente, extremamente negativo. Como não podia deixar de ser, decorre de tudo isto uma acentuada perda de confiança: existe hoje, no mundo todo, um crescente descrédito na viabilidade de se investir no exterior. Ainda que os países interessados em conseguir novos capitais se empenhassem em mudar imediatamente suas políticas e fizessem toda a sorte de promessas, é muito duvidoso que pudessem, mais uma vez, estimular os capitalistas estrangeiros a neles investirem.”

“Uma única coisa falta para tornar os paises em desenvolvimento tão prósperos quanto os Estados Unidos: capital. N o entanto, é imprescindível que haja liberdade para empregá-lo sob a disciplina do mercado, não sob a do governo. É preciso que estas nações acumulem capital interno e viabilizem o ingresso do capital estrangeiro.”


“quando as camadas populares se sentem respaldadas por um sistema econômico que propicie a existência de uma unidade monetária estável. Em outras palavras, não se pode admitir nenhuma modalidade de inflação.”


“Por si mesmo, o protecionismo não acrescenta coisa alguma ao capital de um país. Para implantar uma nova fábrica, precisa-se de capital. Para modernizar uma já existente, precisa-se de capital, não de tarifas.”

“Os capitalistas tendem a se deslocar para aqueles países onde a mão-de-obra é abundante e barata. E, pelo próprio fato de introduzirem capital nesses países, provocam uma tendência à elevação dos padrões salariais. (85) Isso funcionou no passado e funcionará no futuro do mesmo modo.”

“Fora dos Estados Unidos - na América Latina e, mais ainda, na Ásia e na África - todos desejam a melhoria das condições do seu país. Um padrão de vida mais alto acarreta, também, padrões superiores de cultura e de civilização.”

“Não há dúvida de que experimentamos, nos séculos XIX e XX, um progresso sem precedentes das condições econômicas, progresso este que tornou possível a uma população muito maior viver num padrão de vida muito superior ao de épocas anteriores”

“Essa independência, no entanto, não existe. O homem não é um ser que tenha, por um lado, uma dimensão econômica e, por outro, uma dimensão política, dissociadas uma da outra. Na verdade, aquilo a que comumente se dá o nome de deterioração da liberdade, do governo constitucional e das instituições representativas, nada mais é que a conseqüência da mudança radical das idéias políticas e econômicas. Os eventos políticos são a conseqüência inevitável da mudança das políticas econômicas.”

“Temos, nos órgãos legislativos, representantes do trigo, da carne, da prata, do petróleo, mas, antes de tudo, de diversos sindicatos. Só uma coisa não está representada no legislativo: a nação como um todo. Apenas vozes isoladas se põem ao lado do conjunto da nação. E todos os problemas, mesmo os de política exterior, são encarados do ponto de vista dos interesses especiais dos grupos de pressão.”

“Que acontecera? Qual teria sido o problema? Qual poderia ter sido a causa de desintegração de um império que, sob todos os aspectos, construíra uma civilização sem outra que se lhe igualasse até o século XVIII? A verdade é que essa civilização foi destruída por algo semelhante, quase idêntico, aos perigos que rondam hoje a nossa civilização: por um lado houve intervencionismo; por outro, inflação. O intervencionismo no Império Romano consistia no fato de que, seguindo o modelo político dos seus predecessores gregos, os romanos impunham o controle dos preços”


“Deste modo, os preços que as autoridades toleravam passaram a estar abaixo do preço potencial a que a inflação elevara as várias mercadorias.

O resultado, obviamente, foi que a oferta de produtos alimentícios nas cidades reduziu-se. As populações urbanas foram obrigadas a retornar ao campo e às atividades agrícolas. Os romanos nunca se deram conta do que estava ocorrendo. Não compreenderam. Não tinham desenvolvido instrumentos mentais que lhes permitissem interpretar os problemas da divisão do trabalho e as conseqüências da inflação no mercado de preços. Tinham, no entanto, clareza suficiente para reconhecer o quanto era nefasta aquela inflação e deterioração da moeda corrente.”

“As idéias intervencionistas, as idéias socialistas, as idéias inflacionistas de nossos dias foram engendradas e formalizadas por escritores e professores. E

são ensinadas nas universidades. Poder-se-ia então observar: "A situação atual é muito pior.'' Eu respondo: "Não, não é pior." É melhor, na minha opinião, porque idéias podem ser derrotadas por outras idéias. Ninguém duvidava, na época dos imperadores romanos, de que a determinação de preços máximos era uma boa política, e de que assistia ao governo o direito de adotá-la. Ninguém discutia isso.”

“Todas essas idéias nefastas que hoje nos afligem, que tornaram nossas políticas tão nocivas, foram elaboradas por técnicos do meio acadêmico”

“Devemos ser muito cuidadosos no uso desse termo, porque essa revolta não foi feita pelas massas: foi feita pelos intelectuais, que, não sendo homens do povo, elaboraram doutrinas. Segundo a doutrina marxista, só os proletários têm boas idéias, e a mente proletária, sozinha, engendrou o socialismo. Todos esses autores socialistas, sem exceção, eram "burgueses", no sentido em que eles próprios, socialistas, usam o termo.”

“Idéias, e somente idéias, podem iluminar a escuridão. As boas idéias devem ser levadas às pessoas de tal modo que elas se convençam de que essas idéias são as corretas, e saibam quais são as errôneas. No glorioso período do século XIX, as notáveis realizações do capitalismo foram fruto das idéias dos economistas clássicos, de Adam Smith e David Ricardo, de Bastiat e outros.”

“Estou muito agradecido a este Centro pela oportunidade de me dirigir a tão distinta platéia e espero que, dentro de alguns anos, o número dos defensores das idéias em prol da liberdade tenha crescido consideravelmente, neste e em outros países. Quanto a mim, tenho plena confiança no futuro da liberdade, tanto política quanto econômica. ”

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

TRECHOS E FRAGMENTOS DO GUIA DO POLITICAMENTE INCORRETO DA FILOSOFIA

                             


“Dizem eles que tudo isso é “culpa” do machismo, do capitalismo, do cristianismo, dos marcianos. Outra coisa que o politicamente correto detesta é a própria noção de aristocracia (que a filosofia, já em Platão, separou da noção de “aristocracia de sangue” para defini-la como “o governo dos mais virtuosos”), porque ela afirma que uns poucos são melhores do que a maioria dos homens. A sensibilidade democrática odeia esta verdade: os homens não são iguais, e os poucos melhores sempre carregaram a humanidade nas costas.”

“Mas, pelo fato de ter sido um fenômeno que entrou para a agenda da nova esquerda americana, a necessidade de melhores maneiras no convívio com os negros acabou por se transformar num “programa político de criação de uma nova consciência social” – mantras como esse me dão alergia. A diferença entre a velha esquerda e a nova esquerda é que, para a velha, a classe que salvaria o mundo seria o proletariado (os pobres), enquanto, para a nova, é todo tipo de grupos de “excluídos”: mulheres, negros, gays, aborígines, índios, marcianos... E também outra diferença é o caráter revisionista. Isto é, nada de revolução violenta, nada de destruição do capitalismo, mas sim de acomodação do status quo econômico às demandas de inclusão dos grupos de excluídos” 

“Daí foi um salto para virar ações afirmativas, isto é, leis e políticas públicas que gerassem a realização do processo (cotas de negros, gays, índios nas universidades e nas empresas, por exemplo). Associado a isso, a universidade começou a produzir (sendo a universidade sempre de esquerda) teorias sobre como a ideologia (estamos falando de descendentes diretos de Marx) de ricos, brancos, homens heterossexuais, ocidentais, cristãos criaram mentiras para colocar as vítimas (os grupos de excluídos citados acima) como sendo menos inteligentes, capazes, honestos etc. O próximo passo foi a criação de departamentos nas universidades dedicados à crítica da ideologia dos “poderosos”.”


“O problema com o politicamente correto é que ele acabou por criar uma agenda de mentiras intelectuais (filosóficas, históricas, psicológicas, antropológicas etc.) a serviço do “bem”, gerando censura e perseguições nas universidades e na mídia para aqueles que ousam pôr em dúvida suas mentiras “do bem”. Grande parte do espírito que move este livro é criticar algumas dessas mentiras ou colocá-las sob o olhar da filosofia e de alguns filósofos.”

“Movidos pela ideia rousseauniana de que o mais fraco politicamente é por definição melhor moralmente, o exército do politicamente correto se transformou numa grande horda de violência na esfera intelectual nas últimas décadas, criando uma verdadeira “cosmologia” politicamente correta – por exemplo, dizendo que Deus é na verdade uma Deusa – a serviço da transformação do mundo no mundo que eles têm na cabeça, muitas vezes inviabilizando qualquer possibilidade de pensar diferente.”

“O politicamente correto hoje é muito amplo como fenômeno, mas sempre é autoritário na sua essência, porque supõe estar salvando o mundo”

“Desculpar a falta de força de caráter da maioria se transformou em fato comum numa certa filosofia “revolucionária” depois da “politização” da ética na esteira de Rousseau e Marx – ou da ideologização de tudo, como quando se culpa o capitalismo por tudo de mau no mundo. Basicamente, o mundo sempre foi mau e continuará a ser, porque ele é fruto do comportamento humano, que parece ter certos pressupostos naturais.”

“Rand acerta em cheio quando mostra uma sociedade que só fala no “bem comum” e na “igualdade entre as pessoas” contra as diferenças naturais de virtudes entre elas, estas a serviço do mau-caratismo, da preguiça e da nulidade. Ao buscar destruir as “injustiças sociais”, o mundo descrito por Rand destrói a produtividade, fonte de toda a vida, paralisando o mundo.”

“Isso mesmo: força e coragem fazem as pessoas verdadeiras nas suas relações, enquanto a ausência de virtudes como essas as faz mentirosas e traiçoeiras. A distopia descrita por Rand é a melhor imagem do mundo dominado pelo politicamente correto: inveja, preguiça, mentira, pobreza, destruição do pensamento, tudo regado pelo falso amor pela humanidade. Atlas aqui representa todos os homens e mulheres que carregam e sempre carregaram o mundo nas costas e que nos últimos 200 anos passaram a ser objeto de crítica pela esquerda rousseauniana. Alguns trechos do livro poderão fazer você ter náuseas se for uma pessoa que sofre na pele a mentira dos preguiçosos amantes da igualdade. Rand afirma que a maior parte da humanidade sempre viveu às custas de uma minoria mais capaz e mais inteligente”

“O povo é sempre opressor. Quando aparece politicamente, é para quebrar coisas. O povo adere fácil e descaradamente (como aderiu nos séculos 19 e 20) a toda forma de totalitarismo. Se der comida, casa e hospital, o povo faz qualquer coisa que você pedir. Confiar no povo como regulador da democracia é confiar nos bons modos de um leão à mesa. Só mentirosos e ignorantes têm orgasmos políticos com o “povo”.”

“O politicamente correto é um caso clássico de censura à liberdade de pensamento, por isso, sob ele, o pensamento público fica pobre e repetitivo, por isso medíocre e covarde. Quando se acentua a igualdade na democracia, amplia-se a mediocridade, porque os covardes temem a liberdade”

“como se a autonomia fosse uma espécie de bolsa-família para toda a população. O indivíduo verdadeiro sofre a perseguição mais descarada, porque ele sim vive a dureza de ter uma personalidade ativa e por isso mesmo acaba sendo um cético com relação às promessas de autonomia para as massas. No fundo, o indivíduo fracassado e o homem-massa invejam a liberdade do indivíduo verdadeiro porque ela lhes parece um luxo. Na realidade são primitivos demais para entender a maldição que é ser indivíduo e a dor que é ser livre sem pertença a bandos.”

“Evidente que conviver com o diferente é essencial numa sociedade como a nossa, assolada pelos movimentos geográficos humanos, mas daí a dizer que todo outro é lindo é falso e, como sempre acontece com o politicamente correto, desvaloriza o próprio drama da convivência com o outro.”

“Se pensarmos no que diz Edmund Burke (século 18) sobre preconceitos, veremos que esses são mecanismos espontâneos de reação moral. Nesse sentido é muito difícil vencer preconceitos. Principalmente quando se trata de pessoas que creem que sua religião deve reger o mundo e que quem não crer nela é infiel e deve morrer.”

“Cenas como as que mostram conversas com árvores, bestas-feras que se unem aos bons índios azuis contra os capitalistas malvados ou os índios azuis de mãos dadas cantando sons mágicos ao redor de árvores emocionaram milhares de idiotas pelo mundo. Todo mundo sabe que quase ninguém está disposto a viver como os índios, mas é comum gente boba achá-los “superavançados” com suas técnicas médicas do Neolítico. Abraçar árvores não resolve nada, muito menos supor que poderíamos voltar a viver em sociedades pré-escrita ou pré-roda. A menos que mais da metade da população mundial morresse, esses delírios não servem para nada.”

“O que se revela aqui é o eterno caráter retardado mental (quando não mau caráter apenas) que o politicamente correto aplica a este tema da natureza e dos animais: a crueldade é parte dos esquemas de sobrevivência dos seres vivos, e não adianta projetarmos uma visão de pureza moral de nós mesmos, porque o mundo pararia de existir. O que suspeito fortemente é de que esses caras apenas desejam passar a imagem de bonzinhos porque não gostam de comer carne.”

“Salta aos olhos que muita gente se faz de bonzinho em cima do discurso politicamente correto tipo “save the whales”. Parece-me difícil sobreviver se quisermos salvar tudo o que vive sobre o planeta. E o que mais espanta é que justamente a tal da natureza é a primeira a ser cruel, e eles parecem que não veem. Basta ver o canal Discovery para perceber que não existe a natureza politicamente correta, ela é o oposto dessa praga.”

“O grande problema da fêmea da espécie humana já há mais de dezenas de milhares de anos é como sobreviver à gravidez e à lida com a prole. Passar sozinha por ambas as coisas sempre foi má ideia, tanto fisiológica quanto psicologicamente. A gravidez é cara fisiologicamente para a fêmea (logo, o sexo também), e não para o macho. Tirar o macho do exílio meramente animal para a humanização (fazê-lo “amar”, e não apenas “transar”) foi um enorme ganho adaptativo da espécie. Mas machos frouxos e pobres não servem para keepers. Logo, “mulher gosta de dinheiro”.”

“O politicamente correto parece ser anticientífico. Mas, mais do que isso, ele faz mal para homens e mulheres porque atrapalha milhares de anos de seleção natural de comportamentos nos quais homens e mulheres se reconhecem. A pressão pela “crítica ao macho” contamina as relações porque, apesar de se falar muito hoje em dia sobre homens serem mais sensíveis do que outrora, as mulheres (que não suportam fracos) só aguentam a sensibilidade masculina até a página três. Passou daí, elas se enchem. A superação da praga do politicamente correto é necessária em todos os campos do pensamento”

“Para terminar, um detalhe. Lembraria à leitora que não adianta ficar nervosa porque os homens não erotizam a inteligência das mulheres, enquanto as mulheres erotizam a inteligência dos homens. Fácil de entender: inteligência no homem é como dinheiro, uma forma de potência”


“A afirmação chega a ser risível – com o tempo passei a suspeitar de que, sim, há uma pitada de mau-caratismo no feminismo e provavelmente porque suas líderes são, em grande maioria, feias e mal-amadas e por isso querem um mundo feio e infeliz para se sentir mais em casa.”

“Não apenas as universidades, mas também a mídia é povoada por pessoas que afirmam o que a maioria quer ouvir, porque isso garante adesões e reduz riscos de confronto. O politicamente correto é um caso típico de opção, por gerar adesões a um discurso autoritário. Basta analisarmos grande parte do que se fala na academia e na mídia para perceber o quanto se repete o mesmo papinho “do bem” que está longe de descrever a realidade, quase sempre intratável ao “Bem”.”

“As ciências duras ainda podem entregar remédios e robots, as ciências humanas não têm nada para entregar. Quando algo de importante nelas acontece, é à revelia das instituições que as sediam. Todos estão quase sempre ocupados com seus miseráveis salários, mas dizem que não. O cotidiano é, assim, corroído pelo esforço do autoengano e da hipocrisia.”

“Se você bate foto dentro do avião, é porque não há esperanças para você. Ficar feliz por sair de férias de avião é brega. Um conselho: se você tem mais de 20 anos e acha avião chique, finja que não acha. Sinto dizer, o mundo acabou. Fique em casa.”

“O escritor americano Philip Roth, em seu livro O Animal Agonizante, afirma que infelizmente a emancipação feminina não foi usada pelos homens naquilo que ela seria uma vantagem para eles: a libertação masculina com relação à histeria da mulher que deixa os homens (os melhores, porque se preocupam em satisfazer e cuidar de suas mulheres e famílias) em apuros, porque, como todo homem sabe, a mulher nunca está satisfeita. E, se você se preocupa em deixá-la satisfeita, você vive uma batalha sem fim, que ela mesma não reconhece como existente. Faz parte da histeria não ter consciência de si mesma.”

“a praga PC ainda insiste em dizer que a farsa de Rousseau, o tipo de pessoa que ama a humanidade, mas detesta seu semelhante, é verdade. O fato é que todo mundo gosta de ouvir que é bom e que os outros é que o fazem ser mau e infeliz.”

“O importante é que o leitor perceba que a autoajuda e a autoestima se encontram com o politicamente correto na medida em que ele é incapaz de dizer qualquer coisa que não seja afirmar a “beleza moral do homem”, prejudicada apenas pela maldade de alguns poucos. Seu jogo é alimentar o orgulho humano, portanto, na verdade, ele é um tipo banal do velho pecado humano da vaidade. Mas numa versão baratíssima e miserável sem o drama trágico de um pecador como Raskolnikov de Crime e Castigo, de Dostoiévski, ou de um Adão do Paraíso Perdido, de John Milton. Dizer coisas como todo índio é legal, pobre é sempre gente boa, gay é sempre honesto, “eu não gosto de dinheiro”, quando na realidade todo mundo tem sua dose de miséria, além de vaidade barata, simplifica (como sempre, o pior efeito da praga PC é a burrice que ela cultiva) a natureza humana, nos impedindo de pensar em nós mesmos de modo adulto. Ideias como as de Pico e Rousseau servem para nos deixar infantis, e só gente infantil acredita na felicidade. Fingindo ser contra o mundo do mercado e do dinheiro, o politicamente correto é um dos seus produtos mais[…]”

“Dizer coisas como todo índio é legal, pobre é sempre gente boa, gay é sempre honesto, “eu não gosto de dinheiro”, quando na realidade todo mundo tem sua dose de miséria, além de vaidade barata, simplifica (como sempre, o pior efeito da praga PC é a burrice que ela cultiva) a natureza humana, nos impedindo de pensar em nós mesmos de modo adulto. Ideias como as de Pico e Rousseau servem para nos deixar infantis, e só gente infantil acredita na felicidade. Fingindo ser contra o mundo do mercado e do dinheiro, o politicamente correto é um dos seus produtos mais vagabundos em termos de qualidade. Entre a felicidade e a autoestima, prefiro o pecado.”

“porque a crítica ao politicamente correto é no fundo uma crítica filosófica, a partir da tradição que em filosofia se conhece como “moralistas franceses”, à tentativa de negarmos os demônios da alma humana. Sim, quando você, caro leitor, se vê diante do espelho, vê facilmente o rosto da inveja, do orgulho e da mentira com seu nome próprio.”


“O novo hipócrita social pensa que não esconde nenhum monstro dentro de si. Quando um idiota politicamente correto fala de si mesmo, pensa em si mesmo como um anjo que, por conta do domínio dos malvados (os “outros” que são os cruéis dominadores do mundo), não consegue viver o bem que ele carrega dentro de si. Esse idiota usa a política como modo de esconder o mal em si mesmo. A defesa que o mentiroso PC faz da humanidade é na realidade uma defesa de si mesmo. Ao fazer isso, ele nega ao homem a possibilidade de entrar em contato com seus próprios demônios e assim o torna um enganador de si mesmo, um retardado moral e um canalha que não se reconhece canalha e, por isso, não tem nem mesmo a dignidade de se saber mal, à semelhança de figuras trágicas como Lúcifer.”

“Como sempre, no politicamente correto, a teologia da libertação faz do homem um mentiroso sobre si mesmo ou um “retardado moral”. Ao retirar a contradição moral de “dentro” do homem e colocá-la na política, “fora dele”, como fazem os herdeiros de Rousseau, a praga PC e a teologia da libertação roubam do homem a possibilidade de angústia moral verdadeira, dizendo para ele que a culpa é dos ricos, e com isso elas apagam toda a tradição cristã de reflexão espiritual e moral centrada na consciência de culpa moral. Como dizia Heine, mais uma vez, só se traído pelos seus. Ninguém precisa de Nietzsche para matar Deus, basta chamar um teólogo da libertação.”

“só fanático podia imaginar uma sociedade com “justiça social”, porque produzir riqueza tem a ver com originalidade, inteligência, capacidade de disciplina, e nada disso tem a ver com “igualdade”. A natureza não é igualitária em seus dons e suas dádivas, tampouco em suas misérias: poucos são sempre melhores do que a maioria. Isso não significa que devemos cultuar “injustiças sociais”, mas sim que o melhor remédio para “injustiça social” é riqueza e abundância, e não pregadores fanáticos pela justiça social”

“Lembremos sempre a distopia de Aldous Huxley, o Admirável Mundo Novo: um mundo de gente feliz, sem liberdade (porque esta é essencialmente indiferente à igualdade), no qual a humanidade se perdeu dentro do projeto de higiene do sofrimento. Sociedades “justas” podem produzir grande mediocridade intelectual, como a nossa época, dadas as bobagens das redes sociais e as obsessões da saúde (fetiches “espirituais” da classe média). Muito do que o espírito humano produziu ele o fez em meio ao sofrimento. Isso não justifica o sofrimento, apenas indica que uma cultura da felicidade e da justiça social pode apenas gerar gente banal e medíocre”

“parte das pessoas que colaborava com o regime nazista o fez porque queria “ter melhor qualidade de vida” durante aqueles anos negros. Com isso não quero diminuir a covardia moral, quero apenas apontar a falsidade moral daqueles que hoje negam que seriam colaboradores. Agem como muita gente agiu quando queimou e humilhou em praça pública mulheres que foram amantes de alemães durante a ocupação. Enquanto os alemães ali estavam, buscaram a ajuda dessas mulheres e, ao fim, se fizeram de grandes justiceiros.
Se acontecer algo semelhante hoje, ocorrerá a mesma coisa. Somos basicamente covardes porque a vida é basicamente infeliz.”

“UMA PERGUNTA APENAS

Este assunto me interessa pouco, por isso vou falar pouco dele. Minha intenção aqui é simplesmente fazer uma pergunta: se a ditadura brasileira matou tanta gente da esquerda, por que, ao terminar a ditadura, a cultura como um todo (professores, mídia, literatura, filosofia, ciências humanas, artes, os principais partidos políticos) se revelou completamente de esquerda?
Independentemente do fato de que ditaduras são horríveis, a brasileira não liquidou a esquerda como se fala por aí. E mesmo os tais guerrilheiros lutavam por uma outra forma de ditadura. Tivesse a guerrilha de esquerda vencido a batalha, nós acordaríamos numa grande Cuba. A ditadura, de certa forma, nos salvou do pior.”

“A canalhice sempre pagou bem nesse mundo, e o politicamente correto é uma das novas formas de canalhice que assolam o mundo da cultura, da academia e da mídia.”

“Mas lamento profundamente o que se passou com a Bahia a partir dos anos 80: a música brega do povo tomou conta da cultura de Salvador, e, se você não gosta da “cultura afro” ou de “axé”, é necessariamente um racista, o que não é verdade. Eu posso não gostar de música viking ou coreana e nem por isso sou racista. A condenação imediata da crítica à africanização compulsória da cultura baiana é exemplo claro do autoritarismo do politicamente correto.”

“E pior: os espaços culturais em Salvador cada vez mais são infectados por esse fundamentalismo afro, destruindo toda a diferença cultural na Bahia em nome de um grupo majoritário que se aproveita do discurso “democrático”.”

“A ideia de que qualquer coisa que venha do povo é boa é absurda. Além do mais, a maior parte do povo é idiota porque a maioria é sempre idiota e infantil. Associa-se a esse fato geral uma outra marca mais específica desse caso, que é a questão dos negros e da indústria das vítimas sociais e históricas como entidades sagradas da verdade moral.”

“Ninguém põe em dúvida a escravidão e o preconceito racial nem o dever de acabar com eles. Mas dizer que, por isso, “tudo que é africano é lindo” ou que “todo negro é maravilhoso”, típico do politicamente correto, é um crime intelectual e afetivo.”

“O fato é que, além da devastação causada pela alegria histérica do axé baiano, vive-se numa constante escravidão a serviço do fundamentalismo afro. A Bahia é, nesse caso, um exemplo claro de vítima social e histórica da praga PC.”

“O welfare state nega o fato de que poucos são mais capazes, mais inteligentes, mais esforçados e mais disciplinados e que por isso devem gozar dos resultados das suas virtudes. Dizer isso é politicamente incorreto, mas é verdade. A praga PC (e seu parceiro, o Estado de bem-estar social europeu, responsável em grande parte pela derrocada da Europa nos últimos meses) estimula o vício e pune a virtude por não a reconhecer e por fazer com que ela pague a conta dos vagabundos”
“defendem a condição de mãe solteira como ganho da emancipação feminina. Todo mundo sabe que criança sem pai é estatisticamente mais permeável à disfunção social (mãe solteira só é bonito na novela das oito). A destruição ideológica das famílias em nome da emancipação feminina e dos filhos (o que as feministas chamam de “fim da família patriarcal”), a falta de emprego, o direito à preguiça universal e o culto da irresponsabilidade como forma de liberdade dos jovens têm criado um cenário de desespero no Reino Unido. Tudo isso com as bênçãos do politicamente correto declinado em inglês.
Esse caso revela a profunda relação entre a praga PC e o mau-caratismo.”

“O POLITICAMENTE CORRETO É UMA FORMA DE SER MAU-CARÁTER

Aqui encerro o relato do meu pecado. A praga PC deve ser combatida não porque seja bonito dizer piadas racistas (não é), mas porque ela é um instrumento de (maus) profissionais da cultura, normalmente gente mau-caráter, fraca intelectualmente, pobre e oportunista, para aniquilar o livre “comércio de ideias” ao seu redor, controlando as instâncias de razão pública, como universidades, escolas, jornais, revistas, rádio, TV e tribunais. Nascida da esquerda americana, ela é pior do que a esquerda clássica, porque essa pelo menos não era covarde. A praga PC usa métodos de coerção institucional e de assédio moral, visando calar todo mundo que discorda dela, antes de tudo, tentando fazer dessas pessoas monstros e, por fim, tentando inviabilizar o comércio livre de ideias. Ideias não são sempre coisas “boas”. Às vezes doem.”

“Ao final, a praga PC é apenas mais uma forma enraivecida de recusar a idade adulta e de aniquilar a inteligência. O que ela mais teme é a coragem. Por isso, diz que o povo é lindo quando não é, diz que as mulheres estão bem sozinhas, quando não estão (estavam mal acompanhadas e agora estão pior sozinhas, porque a humanidade é basicamente infeliz e incoerente com relação aos desejos e às expectativas), diz que a natureza é uma mãe quando ela é mais Medeia, nos proíbe de reclamar de gente brega ao nosso redor, mente sobre aqueles que lutaram contra a ditadura (eles não eram muito melhores do que os torturadores se tivessem a chance de torturar alguém), nega a importância da culpa porque é mau-caráter, enfim, não é capaz de reconhecer valor em nada porque nega a própria capacidade humana de fazer discernimento.
A praga PC é apenas mais uma face da velha ignorância humana.”

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

BALDEAÇÃO IDEOLÓGICA INADVERTIDA DIÁLOGO , "TRECHOS E FRAGMENTOS"


                                                                BALDEAÇÃO IDEOLÓGICA INADVERTIDA DIÁLOGO  

                                                   
                                                                                 Dr Plinio Corrêa De Oliveira 

      “Na perspectiva desses princípios, o perigo comunista se apresenta para Plinio Corrêa de Oliveira como de natureza principalmente ideológica e moral. Sem negar a importância da agressão termonuclear, do terrorismo ou da guerrilha como meio de implantar o marxismo, Plinio Corrêa de Oliveira afirma entretanto que a ação ideológica sobre a opinião pública do Ocidente – enfraquecida pela corrupção e pela confusão – pode alcançar para a seita vermelha sucessos mais fáceis e menos arriscados.”


“Outra manobra é a apontada no presente ensaio de Plinio Corrêa de Oliveira: a da bolchevização inadvertida de incontáveis anticomunistas, por meio das palavras-talismã. A Editora Vera Cruz dá a lume a 5ª edição deste trabalho, que é um estudo do atualíssimo processo de persuasão ideológica subconsciente adotado pela propaganda comunista. O Autor analiza detidamente, a título de exemplo, a palavra-talismã “diálogo”.

 Trata-se de uma exposição feita com precisão de método, clareza de linguagem e rigor de observação, que descreve uma nova tática comunista que, colhendo de improviso a opinião ocidental, a pode arrastar para inesperadas negações e infortúnios insondáveis.

 Estamos certos de que este estudo interessa a um largo público, ávido de objetividade, de coerência e de coragem, e saciado do relativismo fácil, vazio e demolidor de nossos dias.”

“Torreão de vocábulos a serviço da propaganda comunista

 De há muito soavam falso a nossos ouvidos os múltiplos empregos que em certos meios vêm sendo dados à palavra “diálogo”. Em torno do eixo fixo de um significado residual legítimo, notávamos ser ela manipulada no linguajar quotidiano desses meios, e em certos comentários de imprensa, de modo tão forçado e artificial, com ousadias tão desconcertantes, e sentidos subjacentes tão vários, que sentíamos a necessidade, veemente como se fora um imperativo de consciência, de protestar contra essa transgressão das regras da boa linguagem.

 “Aos poucos, impressões, observações, notas colhidas aqui e acolá, iam criando em nossa mente a sensação de que essa multiforme torção da palavra “diálogo” tinha uma lógica interna que deixava ver algo de intencional, de planejado e de metódico. E que esse algo abrangia não só essa, mas outras palavras usuais nas elucubrações dos progressistas, socialistas e comunistas, como sejam “pacifismo”, “coexistência”, “ecumenismo”, “democracia-cristã”, “terceira-força”, etc. Tais vocábulos, uma vez submetidos a análoga torção, passavam a constituir como que uma constelação, em que uns apoiavam e completavam os outros. Cada palavra constituía um como que talismã a exercer sobre as pessoas um efeito psicológico próprio. E o conjunto dos efeitos dessa constelação de talismãs nos parecia de molde a operar nas almas uma transformação paulatina mas profunda.”

“Essa torção, segundo se nos tornava claro pela observação, se fazia sempre num mesmo sentido: o de debilitar nos não comunistas a resistência ao comunismo, inspirando-lhes um ânimo propenso à condescendência, à simpatia, à não-resistência e até ao entreguismo. Em casos extremos, a torção chegava até o ponto de transformar não comunistas em comunistas.

 E à medida que a observação nos ia fazendo vislumbrar uma linha de coerência nítida e uma lógica interna invariável no emprego variado e até desconcertante daquelas palavras eficazes e subtis como um talismã, ia-se-nos firmando no espírito a suspeita de que, se alguém chegasse a descobrir e a explicitar em que consiste essa linha de coerência ou essa lógica, teria desvendado um artifício novo e de grande envergadura, empregado pelo comunismo em sua incessante guerra psicológica contra os povos não comunistas.”

“É nota essencial e característica desse processo que, ao longo de toda ou quase toda sua extensão, os pacientes não percebem que estão sofrendo uma ação psicológica por parte de quem quer que seja, e nem que o rumo para o qual caminham suas impressões e suas simpatias é o comunismo. Eles têm consciência, com clareza maior ou menor conforme cada indivíduo, de que estão “evoluindo” ideologicamente”

“Em via de regra nem sequer passa pela mente desses pacientes, ao longo de quase todo o processo, que aos poucos se vão tornando comunistas. Se em determinado momento o risco disto se lhes tornasse notório, dar-se-iam conta, ipso facto, do abismo em que iam caindo, e retrocederiam.

  É só na etapa final da “evolução” que a evidência de sua transformação interior lhes faz ver que é para o comunismo que tendem. Entretanto, a essa altura sua mentalidade de tal maneira está “evoluída”, que a hipótese de se tornarem adeptos do comunismo já não lhes causa horror, mas antes simpatia.”

“Esse fenômeno – ou melhor, esse subtil processo da propaganda comunista – nós o denominamos aqui baldeação ideológica inadvertida. Propomo-nos a descrevê-lo sucintamente no que tem de essencial, e, como ele comporta diferentes modos de realização, estudá-lo-emos especialmente enquanto desenrolado através do que chamamos o estratagema da palavra-talismã. Em seguida, ilustraremos o estudo desse estratagema com um exemplo concreto, ou seja, com o emprego do termo “diálogo” para fazer evoluir inadvertidamente para o comunismo um número incontável de pessoas não comunistas”

“O fenômeno da baldeação ideológica inadvertida – bom é dizê-lo desde logo – comporta modalidades várias. Ele pode desenvolver-se em toda a sua amplitude e em seu sentido mais radical, isto é, pode levar o paciente até o fim do novo caminho, que é a aceitação do comunismo. O mesmo processo ocorrerá de modo menos amplo e radical, quando sua vítima, em lugar de se tornar comunista, ficar simplesmente socialista, por exemplo. Em um e outro caso, a baldeação é ideológica na força do termo. Pode ainda o fenômeno não dizer respeito propriamente a uma concepção filosófica do universo, da vida, do homem, da cultura, da economia, da sociologia e da política, como é o marxismo, mas somente a teorias e métodos de ação. Assim, um anticomunista fogoso pode ser “baldeado” para anticomunista adepto exclusivo das contemporizações, das concessões e dos recuos. É uma baldeação ideológica em um sentido diminutae rationis da palavra “ideológico”.”

“As técnicas de persuasão, mais importantes que a força

 A nosso ver, nas atuais condições, a persuasão ideológica não é considerada pelos comunistas como coisa colateral ou subsidiária em relação à investida violenta. Pelo contrário, esperam eles hoje em dia maiores resultados da propaganda do que da força.”

“Estas duas afirmações são indispensáveis para que muitos militantes do anticomunismo, que com zelo e com mérito se dedicam à tarefa indispensável de alertar o mundo para o perigo da guerra de conquista do comunismo, e da revolução social violenta, alarguem seus horizontes, e neles introduzam também a solicitude em denunciar, em prevenir e em sustar o processo de baldeação ideológica inadvertida, em suas várias formas, inclusive a da palavra-talismã.”

“ecumenismo, seita imperialista

 Para demonstrar as asserções que acabamos de fazer, é preciso ter em vista, antes de tudo, que o movimento comunista constitui fundamentalmente:

– uma seita filosofica atéia, materialista e hegeliana, a qual deduz dos seus errôneos princípios toda uma concepção peculiar do homem, da economia, da sociedade, da política, da cultura e da civilização;

– uma organização subversiva mundial: o comunismo não é apenas um movimento de caráter especulativo. Pelos imperativos de sua própria doutrina quer ele tornar comunistas todos os homens, e amoldar inteiramente segundo os seus princípios a vida de todos os povos. Considerada neste aspecto, a seita marxista professa o imperialismo integral, não só porque visa a imposição do pensamento e da vontade de uma minoria a todos os homens, mas ainda porque essa imposição atinge o homem todo, em todas as manifestações de sua atividade.”

“A saída do impasse não podendo estar para o comunismo nem na violência nem na persuasão explícita só pode estar numa nova via: a da persuasão implícita. Este é o ponto central para onde é preciso chamar insistentemente a atenção da opinião pública.”

“binômio medo-simpatia

 Como vemos, há na própria psicologia de incontáveis pessoas no Ocidente um binômio de forças, que chamaremos de medo-simpatia, o qual inspira em influentes setores econômicos, políticos, intelectuais e até religiosos a propensão para entrar em composição com o comunismo”

“Simplesmente, não é mais dos partidos comunistas existentes nos países livres, mas sim da técnica de persuasão implícita, que o comunismo espera a conquista da opinião pública mundial.”

“Os matizes da opinião pública e a baldeação ideológica inadvertida”

“Quanto aos elementos categoricamente hostis ao comunismo e não raro até militantes contra ele, cumpre alvejá-los com uma ofensiva psicológica total que vise desorganizá-los, desanimá-los e reduzi-los à inação. Para isto, é especialmente útil agir contra os líderes anticomunistas. É preciso que se sintam espionados fora e até dentro de suas organizações, rodeados de traidores, divididos entre si, incompreendidos, difamados e isolados dos outros setores da opinião, afastados das posições-chave do país, e dos meios de publicidade, e de tal maneira perseguidos em suas atividades profissionais, que, bastando-lhes apenas o tempo para prover à própria subsistência, se vejam o quanto possível impedidos de atuar seriamente contra o marxismo.”

“As ameaças de vingança pessoal contra eles e suas famílias também são utilizadas não raras vezes, pelo comunismo, para impedir a ação desses bravos.”

“Quanto aos elementos indiferentes ao problema comunista, antipáticos ao comunismo em graus diversos, mas que não chegam à hostilidade militante, são eles, por assim dizer, a maioria dentro da maioria. A esses, já que se mostram refratários a toda técnica de persuasão explícita, só existe para o comunismo um meio de atrair. É a técnica de persuasão implícita. Como é natural, para operar esta última, o partido comunista não pode mostrar-se. Ele deve escolher agentes de aparência não comunista, ou até anticomunista, que atuem nos mais diversos setores do corpo social. Quanto mais insuspeitos de comunismo parecerem, tanto mais eficazes serão. No plano da ação individual, por exemplo, um grande capitalista, um político burguês proeminente, um aristocrata ou um clérigo serão para isto de muito maior eficiência do que um pequeno burguês ou um operário.”

“Sobre este setor da opinião pública, muito podem em favor do comunismo os partidos políticos, os jornais e os outros meios de publicidade que, aparentando todas as garantias de não serem comunistas, entretanto não vêem na luta contra a seita vermelha uma necessidade contínua e de capital importância nos dias que correm.

 Uns e outros – isto é, pessoas, partidos políticos, órgãos de publicidade –prestam ao comunismo um primeiro e precioso concurso, pelo simples fato de entreterem no setor em questão um clima de superficialidade de espírito, bem como de otimismo fácil e despreocupado no que diz respeito à ameaça comunista. Pois assim as organizações anticomunistas ficam implicitamente vistas como apaixonadas e exageradas pela maior parte da opinião pública, que normalmente poderia e deveria dar-lhes apoio. E de outro lado se impede que nessa maioria, advertida da gravidade hodierna do perigo, os indiferentes passem à antipatia contra o comunismo, e os anticomunistas não militantes entrem na luta.

 Ambos estes frutos são preciosos para o marxismo, pois lhe evitam um grande mal. Enquanto ele recruta à vontade seus quadros de militantes, penetra e articula as organizações de inocentes-úteis, e executa contra a sociedade, auxiliado por estes elementos, sua faina destruidora contínua e inexorável, a maior parte da opinião pública, que reagiria se tivesse consciência da real gravidade do perigo, fecha os olhos para ele, cruza os braços, e deixa livre curso ao adversário.”

“A técnica de persuasão implícita mais apropriada para o estado de espírito em que se encontra a maioria é a baldeação ideológica inadvertida."

“O método da baldeação ideológica inadvertida: suas três intensidades e suas três fases”

“Comporta esse método uma primeira fase, de caráter todo preparatório, consistente em atuar por meio do binômio medo-simpatia no sentido de dispor a uma atitude inerte e até resignada ante os progressos do comunismo setores de opinião que à vista desses progressos seriam propensos a se alarmar e a reagir. Dessa fase tratamos no capítulo anterior (item 9). Nela a baldeação ideológica inadvertida alcança o mínimo de sua intensidade.

 Esta atinge um grau a mais na fase seguinte. Sem o perceber, o paciente da baldeação, seja ele um indivíduo, um grupo restrito, ou uma grande corrente de opinião, passa da resignação para uma atitude de expectativa já algum tanto favorável. O fruto do processo já não é negativo e preparatório, mas tem algo de positivo.


Por fim, quando logra transformar o simpatizante em adepto convicto, a baldeação chega à sua plena intensidade e produz seu fruto característico.”

“Na sua essência, o processo da baldeação ideológica inadvertida consiste em atuar sobre o espírito de outrem, levando-o a mudar de ideologia sem que o perceba”

“Para chegar a esse resultado, é possível lançar mão de artifícios diversos.

"O mais das vezes, esses artifícios se reduzem ao seguinte”

“a – encontrar no sistema ideológico atualmente aceito pelo paciente pontos de afinidade com o sistema ideológico para o qual se deseja baldeá-lo;

 * b – supervalorizar doutrinária e sobretudo passionalmente esses pontos de afinidade, de tal maneira que o paciente acabe por colocá-los acima de todos os outros valores ideológicos que admite;

 * c – atenuar tanto quanto possível, na mentalidade do paciente, a adesão aos princípios doutrinários que atualmente aceita e que sejam inconciliáveis com a ideologia para a qual se quer baldeá-lo;

 * d – despertar nele a simpatia pelos militantes e líderes da corrente ideológica para a qual será baldeado, fazendo-o ver neles soldados dos princípios supervalorizados conforme o exposto no item “b”;

 * e – dessa simpatia passar à cooperação para fins comuns ao paciente e seus adversários doutrinários de ontem, ou quiçá para o combate a uma ideologia ou uma corrente, inimiga tanto daquele quanto destes;

 * f – daí conduzir o paciente à convicção de que os princípios supervalorizados são mais consentâneos com a ideologia de seus novos cooperadores e irmãos de luta do que com a sua ideologia de ontem;

“g – a esta altura, a mentalidade do paciente estará mudada, e sua assimilação à nova ideologia não encontrará senão obstáculos secundários.”

“Ao longo de quase toda essa trajetória, ele não se dará conta de que está mudando de idéias. E, quando disto se der conta, já não se assustará com o fato. De princípio a fim, imaginará estar agindo por movimento próprio, e não advertirá que está sendo manobrado. O processo é, pois, inadvertido de dois pontos de vista:

 – porque o paciente durante quase toda a baldeação não a percebe;

 – porque ele não nota que essa baldeação é um fenômeno produzido nele por terceiro.

 Por esta forma, o adversário se transforma gradualmente em simpatizante e por fim em adepto.”

“Da exacerbação do apetite de igualdade – tão fácil dada a tendência do homem para a inveja e a revolta – resultam logicamente o ódio de toda hierarquia social e econômica, e o igualitarismo total, inerente ao regime comunista já desde a fase do capitalismo de Estado e da ditadura do proletariado.

 Uma vez exacerbada a idéia de fraternidade, se chega ao ódio de tudo quanto separa e diferencia proporcionada e legitimamente os homens, e, pois, ao anseio da abolição de todas as pátrias, para a instauração de uma república universal: outro objetivo do comunismo.”

“Sob a louvável alegação de destruir privilégios e desigualdades excessivas, pode-se ir além, e abolir, gradualmente, também privilégios legítimos e desigualdades indispensáveis à dignidade da pessoa humana e ao bem comum. À medida que o rolo compressor do igualitarismo se for tornando assim mais pesado e mais destrutivo, através das reformas socialistas e igualitárias – a reforma agrária, a reforma urbana, a reforma da empresa comercial e industrial (5) – toda a sociedade se irá avizinhando do ideal comunista. E na proporção em que com isto se habituar a opinião pública, também ela se irá tornando comunista”

“Nova, sobretudo, é a baldeação ideológica inadvertida enquanto, de colateral que era, se tornou preponderante na tática usada pelo comunismo com vistas à conquista ideológica do mundo (7).”

“As declarações anticomunistas de alguns de seus líderes não provam que as transformações por eles impostas não são comunistas nem tendem para o comunismo. Pois o caráter comunista de uma transformação decorre da natureza desta, e não do rótulo que lhe dão os políticos que a levam a cabo.

Do mesmo modo, as reformas de Nasser não deixaram de ser muito avançadamente socialistas pelo simples fato de que no Egito está proscrito o partido comunista. Seria muito infantil quem daí deduzisse que aquele país está caminhando para rumos opostos aos do comunismo.”

Palavra Talismã
“Consiste ele, essencialmente, em empregar com uma técnica muito ardilosa certos vocábulos mais ou menos elásticos, próprios para se atuar de modo muito sui generis sobre a mente de indivíduos, grupos ou grandes coletividades.”

“Nessa posição inicial, em que o paciente, mercê da unilateralidade de seu estado de espírito, já aparece preparado para a ação psicológica que vai sofrer, o emprego de uma palavra bem escolhida pode produzir efeitos surpreendentes. É a palavra-talismã.

 Trata-se de uma palavra cujo sentido legítimo é simpático e por vezes até nobre; comporta ela, porém, certa elasticidade. Empregando-se tal palavra tendenciosamente, começa ela a refulgir para o paciente com brilho novo, que o fascina e o leva muito mais longe do que poderia pensar.

 Citemos alguns desses sadios e até nobres vocábulos. Torcidos, atormentados, deturpados, violentados, de vários modos, a quanto equívoco, a quanto erro, a quanto desacerto têm eles servido de rótulo! Pode-se mesmo dizer que os efeitos dessa técnica são tanto mais nocivos quanto mais digno e elevado é o conteúdo da palavra de que assim se abusa: “corruptio optimi pessima”. Entre as palavras portadoras de um conteúdo digno, assim transformadas em enganosos talismãs a serviço do erro, podem ser citadas: justiça social, ecumenismo, diálogo, paz, irenismo, coexistência, etc.”

“Esse dom publicitário da palavra-talismã conduz o escritor, o orador, o conferencista à tentação de usá-la com crescente frequência, a todo propósito, e até fora de propósito. Pois assim lograrão mais facilmente fazer-se aplaudir. E, para multiplicar as oportunidades de empregar tal palavra, eles a vão utilizando em sentidos analógicos sucessivamente mais arrojados, aos quais a elasticidade natural dela se presta quase até o absurdo.”

“A radicalização da palavra-talismã vai de per si operando a baldeação ideológica inadvertida, nos que a empregam. Pois, presos ao fascínio do vocábulo, vão eles aceitando sem mais, como ideais supremos e ardentemente professados, os significados sucessivamente mais radicais que ele vai assumindo.

 Pari passu, esses ideais, com a força dos valores aceitos como supremos, vão produzindo no paciente da baldeação todas as mudanças de atitude interior e exterior em relação ao adversário da véspera, que descrevemos no capítulo anterior (item 4).

 É assim que a palavra-talismã serve para desencadear e conduzir a termo o processo da baldeação ideológica inadvertida.”

“A palavra-talismã radicalizada reluta em explicitar seu sentido. Com efeito, sua grande força está na emoção que provoca. A explicitação, atraindo para ela a atenção analítica de quem a usa ou de quem a ouve, perturbaria e impediria ipso facto a fruição sensível e imaginativa do vocábulo. A palavra-talismã, mantendo assim obstinadamente implícito seu significado, continua a ser veículo e esconderijo do seu crescente conteúdo emocional”

“A ação da palavra-talismã pode, pois, ser “exorcizada” mediante sua explicitacão. É a conseqüência do que acabamos de dizer. Compreende-se assim a utilidade do presente trabalho, que visa por à disposição dos interessados o meio de sustar, pela “exorcização” da palavra-talismã, o processo de baldeação ideológica inadvertida.”

“As indicações sumárias que acabamos de fazer parecerão talvez por demais abstratas. Por isto, no presente capítulo, exempleficaremos como se empregam as palavras-talismã, analisando como uma delas, a palavra “diálogo”, é utilizada para promover a baldeação ideológica inadvertida para o relativismo hegeliano e para o marxismo.”

“Analisando os significados correntes da palavra que ora nos ocupa, como aliás também de outras que com ela têm certa conexão, como “dialética”, “discussão”, “polêmica”, etc., podemos verificar que se lhes atribuem significações muito diversas e às vezes até, de certo ponto de vista, contraditórias. E isso se dá tanto nos meios cultos, quanto nos de instrução mediana ou baixa. Com o passar dos anos, a carga emocional que se anexou a algumas dessas palavras veio a lhes alterar o sentido, fazendo com que pessoas de gerações diferentes as entendam de modos também diferentes. De região para região do Brasil, e com mais razão de país para país, se manifestam por vezes variações sensíveis.”

“Todas estas considerações fazem ver que a discussão pura e simples corresponde a necessidades naturais e profundas do convívio humano. E que proscrevê-la para reduzir as formas deste convívio ao mero diálogo em sentido estrito (ou à discussão-diálogo) seria artificialidade grave e perigosa.”

“Como se sabe, nada prejudica mais a verdadeira paz, que é a tranqüilidade da ordem (cf. Santo Agostinho, De Civ. Dei, XIX, c. 13), do que o se apagarem entre os homens a verdade e o bem, fundamentos únicos dessa mesma ordem. Quem nega a liceidade da discussão pura e simples, imaginando talvez trabalhar para a concórdia, implanta de fato o reino da discórdia.”

“Apresentar a discussão pura e simples, por medida de prudência, como sempre ilícita, sempre perigosa, sempre nociva às almas, constitui verdadeira escamoteação doutrinária.”

“Por análogo motivo, também, a polêmica, quando boa, tem em grau excelso todas as qualidades inerentes à discussão pura e simples bem conduzida”

“Assim, as correntes de opinião se defrontam e se exprimem como que em diversas gamas, e, travadas pelos grandes, as discussões e as polêmicas por sua vez repercutem sobre os pequenos novamente, os inspiram e orientam.

 Na sua forma mais ilustre, e historicamente mais importante, a discussão pura e simples e a polêmica se encetam, se desenvolvem e se desfecham aos olhos de multidões sobre as quais exercem uma ação rectrix do maior alcance. E em função dessas multidões alcançam sua plena dimensão.”

“Assim, as correntes de opinião se defrontam e se exprimem como que em diversas gamas, e, travadas pelos grandes, as discussões e as polêmicas por sua vez repercutem sobre os pequenos novamente, os inspiram e orientam.

“Esse relativismo total é mais negativo do que afirmativo. Ele nega todos os outros sistemas, porém ainda não oferece uma concepção positiva do homem, da vida e do universo. O impulso irenístico não se poderia contentar com isto. Tendendo a chegar, por seu natural dinamismo, ao extremo de si mesmo, ele toma o caráter hegeliano. Ou seja, concebe a marcha do pensamento, e aliás também a da História, como movida pela eterna fricção de doutrinas ou de forças ao mesmo tempo relativamente verdadeiras e relativamente falsas. Dessa fricção da tese com a antítese nasceria por via de superação uma nova “verdade” relativa, a qual por sua vez entraria em fricção com outra, dando origem a mais uma síntese, e assim por diante, indefinidamente. – Este o termo final do longo itinerário que, iniciado no simples irenismo, levando esse mesmo irenismo de requinte em requinte, chega ao relativismo e por fim ao hegelianismo.”

“para o utopista a vida não possa ter normalmente um sentido legítimo de luta, de prova e de expiação, mas só de paz macia e regalada. Ele é, assim, e por definição, pacifista “à outrance”, ultra-ecumênico, ultra-irênico. E nenhum de seus sonhos teria coerência interna, nenhum seria capaz de o satisfazer inteiramente, se não incluísse a supressão de todas as lutas e de todas as controvérsias.”

"Por seu lado, como vê o burguês mundano a perspectiva de um paraíso operário? Habituado a seus bens, deles não quer abrir mão. Entretanto, extenuado pela luta de classes, com medo das perspectivas de guerras, revoluções, saques e morticínios, horas há em que lhe sorri como mal menor a possibilidade de se integrar pacificamente, e salvando quiçá algumas pequenas vantagens, no paraíso proletário. E depois, pensa ele, quem sabe se esse paraíso consegue, ao contrário da sociedade burguesa, eliminar o erro, o mal e a dor? Compensaria talvez renunciar às vantagens de que ora desfruto, reflete ainda o burguês mundano, para entrar em um mundo onde ninguém estivesse sujeito a esse tríplice jugo. Ninguém... nem ele próprio que, nos intervalos entre seus negócios e seus prazeres, se sente tão vulnerável pela doença e pelos riscos de toda ordem.”

“E então, com todo o ímpeto de sua apetência de um paraíso na terra, o burguês mundano começa a descobrir em si uma fibra socialista e a entrever possibilidades de pacto com o comunismo. Surge nele um sentimento pacifista em relação a este terrível adversário. O diálogo irênico lhe sorri… A par do medo, começa a atuar nele a simpatia.”

“Mas os dirigentes comunistas mundiais estão longe de ignorar o estado emocional em que atualmente se encontram tantos e tantos burgueses mundanos.

Esse estado é eminentemente explorável em favor do comunismo pelo binomio medo-simpatia. Com isto fica o burguês mundano preparado para a baldeação ideológica, que o levará – como veremos – através da palavra “diálogo”, repetida sob mil e mil formas, a se tornar comunista sem o perceber, ou pelo menos a adotar em face do comunismo posições entreguistas que abrirão a este as portas da cidadela.”


“B. Multiplicidade de efeitos da palavra-talismã

 A palavra-talismã “diálogo” é tão rica em efeitos, que, para os estudarmos adequadamente, devemos classificá-los em dois grupos:

– os efeitos diretos, por ela produzidos sobre a mentalidade das pessoas a quem fascina;

– um processo pelo qual a mentalidade assim transformada e a palavra-talismã “diálogo”, radicalizando-se mutuamente e servindo-se do diálogo como instrumento, conduzem os “dialogantes” ao relativismo hegeliano.”

“Primeiro efeito – O diálogo resolve tudo

 Sobre o irenista preparado como mostramos acima (item A), começa a agir a palavra-talismã. Falaram-lhe de diálogo. Segundo observa, esse termo é empregado em um sentido novo e muito especial, só indiretamente relacionado com o significado corrente. A palavra “diálogo” reluz assim a seus olhos com um conteúdo que tem algo de moderno e elegante. As pessoas em evidência a utilizam como se fosse uma fórmula nova para mudar convicções, simples, irresistível. Não dialogar é proceder de maneira retrógrada no campo ideológico, em plena era atômica. Dialogar é estar em dia, é assinalar-se como eficiente e moderno. E o irenista se põe então a pensar: o diálogo resolve todos os problemas. Nada de discussões, nem de polêmicas; é preciso unicamente dialogar com os que pensam de outra maneira, sejam eles até comunistas. O diálogo, pela afabilidade que o caracteriza, tem o condão de desarmar todas as prevenções. Ele assegura a quem o usa a glória de persuadir todos os opositores.”

Primeiro efeito – O diálogo resolve tudo

“Segundo efeito – Uma constelação de impressões e emoções unilaterais”

“Terceiro efeito – Simpatia e notoriedade decorrentes da ressonância publicitária da palavra “diálogo”

“Quarto efeito – Desperta-se a miragem da era da boa vontade”

“Quinto efeito – A propensão a abusar da elasticidade da palavra “diálogo”

“Este fato, em via de regra, o explorador da palavra-talismã – como aliás também o público – o sentirá sem o poder explicitar. Em conseqüência, será levado a preferir umas aplicações dela a outras. E, se tiver algum talento, irá forçando a natural elasticidade do vocábulo, de maneira a multiplicar os empregos mais fascinantes e rendosos.”

“Em conseqüência dessas disposições emocionais, cada uma delas é conduzida a achar que a outra está sempre de boa fé. O êxito de seu esforço de persuasão lhe parece depender apenas da eliminação de ressentimentos da outra”

“Esta última deturpa, em conseqüência, o sentido da discussão-diálogo, sobrevalorizando a nota de cordialidade, e subestimando a de pugnacidade. Acentua-se então a deturpação inicial do estilo de relações entre as partes.

 A discussão-diálogo já não visa principalmente obter a verdade, e só por meio dela a unidade. Mas visa sobretudo a unidade por meio da cordialidade de relações entre os interlocutores. E só secundariamente a conquista da verdade através da argumentação.”

“Nesta última, ele visará principalmente a unidade, e apenas secundariamente a verdade.

 A esse tipo de discussão, ele chamará de diálogo, para insinuar que é tão despido de pugnacidade como o diálogo-investigação ou o diálogo-entretenimento.”

“A partir do relativismo, a verdadeira discussão é impossível; quando tratam da matéria até aqui controvertida, os interlocutores, pelo próprio fato de o fazerem sob o signo do relativismo, já não estão procedendo a uma autêntica discussão”

“Cada vez mais próxima do mito da era da boa vontade, ela se torna sempre mais aliciante e refulgente para os irenistas relativistas. Ela comunica ardências sempre maiores à apetência de unidade, e prepara assim a fase seguinte.”

“Começa a lhe parecer agora que são inconsistentes as divergências doutrinárias, que na fase anterior já ele tanto subestimara em benefício dos pontos de convergência. Em todas elas, põe-se a ver vislumbres de verdade e de erro de parte a parte. As diferenças estariam mais nas fórmulas do que no conteúdo. Em última análise, uma mesma “verdade” global, toda ela relativa, e presente residualmente nas mais opostas formulações, seria o substrato de uma realidade vária, e indefinidamente mutável.”

“A verdade, já anteriormente aceita como algo de relativo, passa a ser vista nesta fase como o produto de uma eterna dialética.”

“Depois de ter assumido o caráter de mero entretenimento e investigação, o diálogo começa a ser praticado como um “ludus” no qual ambas as partes admitem que, à força de dialogar, se operará entre elas uma decantação da verdade, como pela fricção da tese e da antítese se chega à síntese. Nasce assim o último estágio da deturpação talismânica da palavra “diálogo”. É o estágio hegeliano. É bem de se ver que, atuada assim por homens de boa vontade, impregnada do mito irenístico, a fricção da tese com a antítese será fundamentalmente um “ludus” cordial. E tanto mais cordial quanto mais se vá desenrolando em lances sucessivos.

 A fricção entre a tese e a antítese poderá assumir por vezes a forma da discussão pura e simples ou até da polêmica. Não lhes terá a substância, pois não pressupõe um antagonismo absoluto entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal”

“Da fricção das “verdades” relativas opostas, nasceria por via de superação uma síntese, e da universal fricção das teses e das antíteses, gerando sempre sínteses que por novas fricções com formulações antitéticas dariam em novas sínteses, se originaria um grandioso processo de universal destilação das “verdades”, e da “verdade”.”

“Se considerarmos sumariamente os elementos principais do que ficou exposto neste trabalho, a conclusão emergirá com clareza e facilidade: o comunismo é o grande beneficiário da baldeação ideológica inadvertida e do emprego das palavras-talismã, especialmente da palavra-talismã “diálogo”.

Igualmente se patenteará que essa imensa manobra comunista é susceptível de ser inutilizada pelo simples fato de que alguém a desvende aos olhos da opinião pública.”

“Como se sabe, o marxismo, abandonando embora o caráter idealista do hegelianismo, conservou-lhe a essência dialética. A marcha ascensional da evolução da matéria se opera, segundo Marx, através da tese, da antítese e da síntese, tal como para Hegel se dava a evolução do espírito”

“Essa preparação para o comunismo, operada pela palavra-talismã “diálogo”, na realidade concreta só excepcionalmente redundará em mera preparação. A afinidade produz a simpatia, e a simpatia inclina à adesão. Esta adesão é tanto mais fácil, quanto a opinião pública contemporânea está saturada por um onímodo e inteligente sistema de incitamentos e atrações a favor do comunismo.”

“Visto assim, o ecumenismo é uma imensa preparação de todas as religiões, feita através do diálogo hegeliano, para, uma vez unificadas, entrarem em ulterior diálogo com a antítese comunista.”

“O fato de o comunismo aceitar a coexistência pacífica com as várias religiões que se lhe opõem, indica porventura estar encerrado o período das perseguições religiosas?

 Em rigor de lógica, não. O comunismo admitirá tal coexistência com as religiões ou os grupos religiosos que, colocando-se em posição hegeliana, aquiesçam em com ele dialogar numa base relativista. Nisto sua atitude parece nova, porém a novidade se nos afigura não estar nele, senão em certas correntes religiosas cuja posição em face do relativismo se vai tornando cada vez mais débil e conivente. O comunismo perseguia as religiões quando elas o combatiam. É coerente, de sua parte, deixar de combater aquelas que se mostram dispostas a entabular com ele o diálogo relativista em um clima de coexistência pacífica.”

“os vocábulos “diálogo” e “coexistência” formam com a palavra “paz” um só anel. A paz irênica não se reduz à mera inexistência de guerras termonucleares ou convencionais, de revoluções ou guerrilhas. Ela contém uma doutrina, ela é um estilo de vida não só pública como privada, em que todos os elementos de atrito foram substituídos por uma coexistência cordial e dialética da tese com a antítese, numa contínua colaboração para preparar a síntese.”

“Diálogo”, “coexistência”, “paz”, enquanto vocábulos-talismã, são usados aqui e acolá em acepções por vezes enigmáticas. Mas, se interpretados em um sentido evolucionista e hegeliano, o cunho enigmático se dissipa, e esses termos talismânicos passam a ser claros, de contornos precisos, e perfeitamente congruentes entre si.

 Isto nos põe em presença, já agora, da ação baldeadora não de uma só palavra, “diálogo”, mas de toda uma constelação de palavras-talismã afins.”

“Por oposição à chamada via russa (isto é, a via de luta ideológica e perseguição policial, seguida de modo quase contínuo na Rússia), se delineia assim uma via italiana, inspirada pelo senso oportunista do comunismo, e formulada em termos de irenismo, diálogo relativista e coexistência.”


“Para a maior parte das pessoas, o mito, lembrado e insinuado na palavra “diálogo”, e cuja sedução é a como que eletricidade de que esta se acha carregada, só é atraente quando se mantém impreciso, difuso, envolto nas névoas da poesia. Como é belo sonhar vagamente com uma concórdia definitiva e completa em todos os campos em que os homens tenham relações entre si! Explicitar esse sonho, procurar estudá-lo, seria matá-lo (cf. cap. III, 3). E ademais, para que explicitar? Para que entender? Mitos assim são muito menos feitos para serem compreendidos do que degustados. O fumante de ópio em geral não se interessa pela composição química deste. Ele não quer entender mas sentir o ópio.”

“E assim, mesmo quando se obstina em permanecer implícito, o mito pode ser detectado, caracterizado e por fim posto a nu por um observador ciente das regras próprias a esse labor.”

“Uma vez posto a nu o mito pelo observador, pode este, divulgando seu achado, “exorcizar” a palavra-talismã. Pois, explicitando o mito, proporcionará ele aos pacientes da baldeação ideológica inadvertida os meios para abrirem os olhos à ação que sobre eles se exerce, para se darem conta dos rumos aos quais ela conduz, e para se defenderem contra ela.”

“Explicitado o mito, estará anulado o quebranto. A natural repulsa ao comunismo, das pessoas assim alertadas, agirá então, e a manobra comunista ficará frustrada.

 Contribuir para dar às vítimas desse processo o meio de defesa eficaz, é o objetivo com que este trabalho foi escrito.”

Trecho de: Unknown. “Dialogo.” iBooks. 
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